Autoestima: 11 dicas infalíveis para a aumentar

A tão famosa autoestima… qual a sua origem? Como desenvolvê-la num mundo extremamente crítico e competitivo? Abordamos estes e outros pontos neste artigo, procurando ajudá-lo a compreender melhor as suas características.

A palavra autoestima vem do grego “autós”, “a si mesmo”, e do latim “aestimare”, “valorizar, apreciar”. Trata-se da avaliação que fazemos de nós mesmos enquanto pessoas, e tem tudo a ver com autoconfiança e amor próprio.

Antes de saber propriamente como desenvolvê-la, é importante reconhecer os sinais de uma baixa autoestima. Regra geral, tudo começa na infância. Afinal de contas, as crianças, na sua maioria, costumam ser muito sensíveis a tudo aquilo que lhes é dito, seja em casa ou na escola.

Quando somos muito criticados e comparados a outras pessoas forma negativa e reiterada, pode dar-se o início de uma baixa autoestima, e isso, ao longo do tempo, tem consequências negativas em todas as áreas das nossas vidas.

Apelidos maldosos, bullying na escola e palavras ditas pelos pais, muitas vezes sem nenhuma intenção de prejudicar o filho, podem construir uma imagem distorcida de si mesmo. A boa notícia é que a autoestima pode ser desenvolvida, mesmo quando tenha sido totalmente destruída.

Tudo que foi aprendido pode ser desaprendido! Há exemplos de milhares de pessoas que relatam que tiveram um grande complexo de inferioridade (leia-se baixa autoestima) em alguma fase da sua vida, mas que conseguiram superar as suas dores e construir uma nova história. Como? Nós explicamos.

Construir um novo caminho para a autoestima

Em primeiro lugar, de forma a melhorar a sua autoestima, é preciso respeitar a sua história. Se foram erros cometidos, não importa propriamente por quem, é hora de um grande aliado entrar em cena: o perdão. Pode parecer uma missão impossível, mas o perdão liberta-o das mágoas, sendo este um fardo que não deve carregar.

Mesmo que alguém o tenha ofendido de uma forma brutal, perdoar é a atitude mais inteligente e livra-o até mesmo de desenvolver algumas patologias. Mesmo que a pessoa não mereça, nós merecemos ter uma vida livre de ressentimentos e de crenças sabotadoras, e isso pode ser a base de uma boa autoestima.

Se durante a infância, adolescência ou mesmo na fase adulta algumas palavras duras o marcaram, chegou a hora de questionar até que ponto estas foram verdadeiras. Deixe isso para trás e construa novas crenças a respeito de si mesmo, dado que muitas vezes a nossa baixa autoestima está alicerçada a mitos e fantasias da nossa cabeça.

E se quem cometeu muitos erros fui eu?

A culpa é um dos maiores inimigos da autoestima saudável. O que passou deve ser ressignificado, isto é, deve ser dado um novo sentido. Todos os dias temos a oportunidade de recomeçar e construir um novo destino. A autoestima tem tudo a ver com a forma com que lida com os seus erros, as suas emoções e o que pensa de si.

Muitas vezes somos gentis com todos os que nos rodeiam, mas tão duros connosco! Mude esse paradigma e comece a olhar para si como o seu melhor amigo. Afinal de contas, por mais que haja maneiras de fugir de si mesmo, estará sempre diante de seus próprios pensamentos e sua vida será o reflexo daquilo que pensa.

Pare de ser a vítima…

No âmbito desde artigo, isto é, quando falamos de autoestima, podemos entender como “vítima”, a pessoa que se está sempre a colocar na pele do “coitado”, alguém sem sorte.

  • “Se soubesse o que passei, não me diria isso.”
  • “Ninguém tem consideração comigo.”
  • “Nunca me irão reconhecer como realmente mereço.”

As frases anteriores, quando enraizadas na mente de uma pessoa, são geradoras de uma baixa autoestima, e, em consequência, surgem dificuldades, muitas das quias “autocolocadas”, principalmente nos relacionamentos.

A preocupação excessiva com a opinião dos outros vai diminuindo qualquer probabilidade da autoestima “aparecer”. Por isso, é importante que sejam tomadas ações práticas o quanto antes!

A autoestima nada mais é que amor próprio

O caminho de construção de uma boa autoestima pode ser árduo, mas é algo fundamental para uma vida feliz. Vamos às dicas:

  1. Troque o olhar crítico por um olhar gentil. Se até hoje alimentava críticas a seu respeito, anote três das suas maiores qualidades que não valoriza devidamente. Uma boa autoestima também passa por isto.
  2. Deixe o perfecionismo de lado. Quantas coisas deixou de fazer porque não se sentia apto/adequado o suficiente? Lembre-se: “feito é melhor que perfeito”.
  3. Não compare sua vida com a de ninguém. Ao invés disso, anote tudo aquilo que pode fazer para o deixar mais satisfeito. Não é necessário fazer nenhuma mudança drástica, apenas escutar a sua voz interior. Sempre quis aprender um novo idioma, mas desistiu? Pois então, é a hora de se matricular e iniciar as aulas.
  4. Cuidar da saúde é uma atitude que eleva a autoestima. Comece a alimentar-se melhor e pratique um desporto. Corrida, natação, dança, artes marciais; experimente e descubra qual gosta mais. Durante a atividade desportiva são libertadas hormonas ligados ao prazer, gerando por isso uma grande sensação de satisfação.
  5. Cuidado com as redes sociais, pois estas mostram pessoas sempre sorridentes, de corpos esculturais e que parecem estar sempre felizes com a sua vida e ter uma elevada autoestima. O que vemos ali, geralmente, é o “palco”, mas não vemos os bastidores. Todos nós enfrentamos desafios diários, só que não os colocamos nas redes. Portanto, não perca tanto tempo a seguir perfis de pessoas que não acrescentam nada.
  6. Leia e assista vídeos sobre assuntos que gosta, inclusive sobre autoestima. Há muitos influenciadores na internet que passaram por fases difíceis (afinal de contas não são diferentes de nós) e venceram o complexo de inferioridade. Compre biografias de homens e mulheres que contam a sua história de superação.
  7. Autoestima também tem a ver com autodisciplina. Se resolveu entrar numa aula de dança ou decidiu fazer novos amigos, pode haver uma luta interna. Um “eu novo” que quer inovar e procurar novos caminhos, enquanto o “eu antigo” quer continuar na zona de conforto, parado. Lute, persista! Não troque algo grande que tem vontade de realizar por uma sensação de conforto momentânea.

A autoestima depende da autodisciplina

  • Atitudes simples do dia-a-dia promovem a autoestima. Vestir algo que lhe faça sentir-se elegante, olhar no espelho e dizer palavras positivas sobre si mesmo é também algo muito interessante. Assim como o hábito de se criticar foi construído, o hábito de se amar também pode e deve ser promovido diariamente.
  • Dê presentes a si mesmo. Vá até ao shopping como se fosse comprar um presente para o seu melhor amigo, que é você. Isto ajuda a elevar ou manter a sua autoestima.
  • Diga não a si mesmo. Autoestima não é fazer tudo o que tem vontade. Se a sua intenção é emagrecer ou conquistar um corpo mais atlético, é importante saber dizer não a si mesmo e pensar nos benefícios a longo prazo.
  • Aceite elogios! Quando alguém lhe elogiar, não se sinta constrangido, nem diga que não concorda. Apenas agradeça!

Enfim, autoestima é uma jornada que vale a pena começarmos hoje mesmo. Esperamos que este artigo tenha sido útil na construção do seu caminho. Boa sorte, afinal de contas nasceu para vencer!

A redação do trabalhador.pt