Dificuldades de aprendizagem: o que são, tipos e intervenção

As dificuldades de aprendizagem afetam vários alunos e podem ser um entrave à sua adaptação e sucesso escolar. Existem diferentes tipos de dificuldades de aprendizagem, uns mais conhecidos do que outros. Muitas vezes a perceção que temos do que são e de porque ocorrem as dificuldades de aprendizagem é enviesada.

Como tal, neste artigo pretendemos explorar o que são as dificuldades de aprendizagem, que tipos existem e quais as estratégias adequadas para intervir nestas situações.

O que são dificuldades de aprendizagem?

As dificuldades de aprendizagem designam uma perturbação ou disfunção num ou mais dos processos psicológicos que estão envolvidos no processo de aprendizagem ou aquisição de informação.

Assim, dificuldades de aprendizagem acaba por ser um termo geral que faz referência a um grupo heterogéneo de disfunções que se manifestam em dificuldades ao nível da aquisição e uso da compreensão auditiva, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas dificuldades são intrínsecas, ou seja, fazem parte das características específicas da pessoa e devem-se a disfunções ao nível do sistema nervoso central, podendo ocorrer ao longo da vida.

É importante compreendermos que, embora problemas ao nível emocional, social ou comportamental possam constituir obstáculos à aprendizagem, estes não podem ser considerados dificuldades de aprendizagem específicas. Isto porque a dificuldade ao nível da aprendizagem é uma consequência destes problemas e não uma condição em si mesma.

Por exemplo, um aluno que está deprimido provavelmente terá um baixo rendimento académico e uma dificuldade em aprender, não significando, no entanto, que tenha intrinsecamente uma dificuldade de aprendizagem específica.

Embora as dificuldades de aprendizagem possam ocorrer ao mesmo tempo que outras condições desvantajosas, tais como dificuldades sensoriais, deficiência mental ou ainda ocorram em simultâneo com condições externas limitadoras como instrução insuficiente ou inapropriada, elas não são o resultado dessas condições ou influências.

Assim, as dificuldades de aprendizagem surgem associadas a obstáculos ao nível dos processos psicológicos que são inerentes à compreensão e aprendizagem.

Dificuldades de aprendizagem vs dificuldades de aprendizagem específicas

Existe uma diferença entre dificuldades de aprendizagem enquanto termo mais global, e dificuldades de aprendizagem específicas:

As dificuldades de aprendizagem enquanto termo geral agrupam em si todos os problemas relacionados com a aprendizagem, quer sejam intrínsecos à pessoa ou relacionados com fatores externos. Por exemplo, um aluno que não vai à escola ou não tem os meios para aprender, vai necessariamente ter dificuldades de aprendizagem, no entanto elas não são intrínsecas, mas sim resultado das influências externas.

Por outro lado, as dificuldades de aprendizagem específicas são intrínsecas e inatas, com causas próprias e características particulares, geralmente relacionadas com disfunções ao nível do sistema nervoso central.

As dificuldades de aprendizagem específicas correspondem à forma como a pessoa processa a informação, isto é, como a recebe, integra, retém e exprime, tendo em conta as suas capacidades e o conjunto das suas realizações. Deste modo, as dificuldades de aprendizagem específicas podem ser manifestadas em diferentes áreas, como a fala, a escrita, a leitura, a matemática e/ou a resolução de problemas, e envolvem défices ao nível da memória, perceção, linguagem, pensamento ou metacognição.

Principais características das dificuldades de aprendizagem específicas são:

  • Heterogeneidade, isto é, podem ocorrer em diferentes áreas, como leitura, escrita ou matemática;
  • Natureza intrínseca, geralmente relacionada com disfunções do sistema nervoso central;
  • Não resultam de deficiências motoras, sensoriais, mentais ou emocionais, nem de influências ambientais;
  • Podem estar associadas a problemas comportamentais ou de interação social, embora não sejam causadas por estes;
  • Refletem uma diferença entre o potencial de inteligência e a realização escolar, ou seja, entre a inteligência da criança e aquilo que ela de facto consegue fazer na escola;
  • Têm uma origem neurológica e por isso são crónicas, não desaparecem com a idade, mas a intervenção pode atenuar significativamente as dificuldades observadas.

Tipos de dificuldades de aprendizagem específicas

Dentro das dificuldades de aprendizagem específicas existem diferentes tipos, conforme a área que é afetada. Passamos a apresentar as principais dificuldades de aprendizagem específicas.

1. Dislexia

A dislexia caracteriza-se pelas dificuldades que ocorrem ao nível da correção ou fluência na leitura de palavras, bem como por uma baixa competência de leitura e ortografia. Geralmente estas dificuldades resultam de défices na componente fonológica da linguagem, que é frequentemente imprevisto em relação a outras capacidades cognitivas e às condições educativas.

Derivadas dessas dificuldades podem surgir outras, como as dificuldades na compreensão da leitura, experiência de leitura reduzida, o que pode impedir o desenvolvimento de vocabulário e de conhecimentos gerais.

A dislexia tem uma etiologia multifatorial, ou seja, não tem uma causa única, mas sim várias:

  • Alterações genéticas: verificando-se a existência de um conjunto de cromossomas e genes associados à dislexia;
  • Alterações neurológicas: nas crianças com dislexia geralmente as áreas corticais responsáveis pelos processos de leitura estão alteradas (regiões parietal-temporal, occipital-temporal e inferior frontal do hemisfério esquerdo);
  • Alterações neurocognitivas: verificam-se, na dislexia, défices significativos nas funções do processamento fonológico e na memória de trabalho verbal, podendo estar também comprometidas outras funções.

A dislexia resulta de alterações neurobiológicas na forma como o cérebro codifica, representa e processa a informação linguística.

Manifesta-se por frequentes inversões, omissões, adições e substituições de letras e sílabas. Na leitura, existe uma dificuldade notória na precisão (correção) e fluência (velocidade) da leitura, assim como défices na compreensão dos textos lidos. Já no que diz respeito à escrita, verificam-se erros ortográficos frequentes, dificuldades de descodificação fonema-grafema, défices acentuados na construção de frases e na organização das ideias no texto.

É importante compreender quais os sinais a que pais e educadores devem estar atentos na criança e que podem alertar para a presença desta dificuldade de aprendizagem:

  • Primeira infância:
    • Atraso no desenvolvimento motor desde a fase do gatinhar, sentar e andar;
    • Problemas em seguir rotinas;
    • Dificuldade de a criança entender o que lhe é dito;
    • Tendência a ter demasiada ou pouca atividade motora;
    • Choro frequente e agitação;
    • Dificuldade em aprender coisas novas;
    • Dificuldade em adaptar-se aos primeiros anos escolares;
  • A partir dos 7 anos:
    • É demasiado lento a fazer os trabalhos de casa ou então fá-los muito rápido e com muitos erros;
    • Esquece-se de aquilo que tinha aprendido em poucas horas, dias ou semanas;
    • Ao copiar apresenta uma pobre compreensão do texto ou não lê o que escreve;
    • Fluência de leitura inadequada para a idade;
    • Inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e escrever;
    • Só entende o que lê quando lê em voz alta para poder ouvir o som da palavra;
    • Letra pouco percetível, pode riscar ou ligar as palavras entre si;
    • Pode omitir, acrescentar, trocar ou inverter a ordem a direção de letras e sílabas;
    • Só é capaz de transmitir bem o que sabe através de provas orais;
    • Tem grande imaginação e criatividade;
    • Desliga-se facilmente, parece que está “no mundo da lua”;
    • Fica muito nervoso por ir para a escola ou quando tem de fazer alguma avaliação ou teste;
    • Tenta fugir à tarefa de ler, especialmente em voz alta;
    • Perde-se facilmente no espaço e no tempo;
    • Apresenta alterações de humor;
    • É impulsivo e interrompe as outras pessoas para falar;
    • Não consegue falar se outra pessoa estiver a falar ao mesmo tempo;
    • Sob pressão, pode dizer o contrário daquilo que queria dizer;
    • Dificuldades visuais, embora um exame médico possa não revelar problemas nos olhos;
    • Confunde direita-esquerda, cima-baixo, frente-trás;
    • É comum apresentar lateralidade cruzada;
    • Dificuldade em ler as horas, e em sequências como dias, meses e estações do ano;
    • Dificuldade no cálculo numérico.

3. Disgrafia

A disgrafia é uma perturbação que afeta a qualidade da escrita ao nível do traçado e da grafia. Está relacionada com a codificação escrita, com problemas de execução gráfica e de escrita de palavras. A criança com disgrafia apresenta uma caligrafia com letras pouco diferenciadas e percetíveis, bem como mal elaboradas e mal proporcionadas.

Existem diferentes tipos de disgrafia:

  • Na disgrafia disléxica a criança não consegue estabelecer uma relação entre os sons, as palavras e as frases, ou seja, comete erros semelhantes aos das crianças com dislexia, mas ao nível da escrita.
  • Já no tipo de disgrafia motora, a criança tem dificuldade na coordenação motora fina que é necessária para escrever letras e palavras, isto é, a criança vê a figura gráfica, mas não consegue efetuar os movimentos motores necessários para a reproduzir no papel.

Tal como na dislexia, também na disgrafia as causas são múltiplas e distintas:

  • Causas maturativas: perturbações ao nível da lateralidade e da eficiência motora;
  • Causas carateriais: fatores de personalidade que podem determinar o aspeto do grafismo, bem como fatores psicoafectivos, uma vez que a escrita reflete o estado emocional;
  • Causas pedagógicas: relacionadas com um ensino rígido e inflexível, uma mudança inadequada da letra de imprensa para a letra manuscrita ou vice-versa, ou de uma ênfase excessiva na qualidade ou rapidez da escrita.

Para identificar que um problema de disgrafia pode estar presente, os adultos que contactam com a criança devem estar atentos a alguns sinais de alerta:

  • A criança apresenta, ao escrever, traçados demasiado grossos ou demasiado finos, bem como muito pequenos ou muito grandes;
  • O ritmo de escrita da criança é muito rápido ou muito lento;
  • A criança escreve as letras separadas, ilegíveis ou sobrepostas, com ligações distorcidas;
  • A criança apresenta dificuldade em usar de forma correta o lápis ou a caneta com que escreve;
  • A criança apresenta um espaço entre as letras ou as palavras irregulares;
  • Verificam-se, na escrita da criança, erros e borrões;
  • A folha de trabalho da criança é globalmente desorganizada, pois esta tem dificuldade ao nível da orientação espacial, sendo que muitas vezes as margens ou as linhas não são respeitadas;
  • A caligrafia da criança é inclinada.

4. Disortografia

A disortografia diz respeito à dificuldade expressa num conjunto de erros ao nível da escrita que afetam a palavra, mas não o seu traçado ou grafia. Esta perturbação afeta as capacidades de escrita e traduz-se por dificuldades recorrentes e persistentes na capacidade de compor textos escritos. As dificuldades são ao nível da organização, composição e estruturação de textos escritos. Estas crianças apresentam uma pobre construção frásica, com frases geralmente curtas e com vários erros ortográficos.

Enquanto na disgrafia a criança tem dificuldades no desenho das próprias letras ou palavras, na disortografia a criança consegue desenhar bem os símbolos da linguagem, no entanto fá-lo de uma forma incorreta ao nível da construção das palavras e frases.

Podem existir diferentes tipos de disortografias:

  • Disortografia temporal: dificuldades na perceção dos aspetos fonémicos da linguagem falada com a respetiva tradução, separação e ordenação dos elementos, ou seja, estas crianças substituem, juntam ou separam as palavras de forma incorreta;
  • Disortografia percetiva-cinestésica: dificuldades na repetição dos sons ouvidos, verificando-se por isso substituições no modo como se articulam os fonemas, originando erros de união e separação das letras, sílabas ou palavras;
  • Disortografia visuoespacial: alterações percetivas dos grafemas, produzindo consequentemente rotações ou inversões (“p” em vez de “b”), substituições de grafemas semelhantes ou confusão de carateres com dupla grafia (“ch” e “x”);
  • Disortografia dinâmica: alterações na expressão escrita das ideias e na estruturação das frases, sendo que geralmente as frases são desordenadas e os textos são confusos;
  • Disortografia semântica: alterações na análise concetual, bem como na utilização dos sinais ortográficos.

A disortografia pode ser causada por diferentes fatores: problemas ao nível da automatização dos procedimentos de escrita, estratégias de ensino pouco eficazes ou desconhecimento / dificuldade em lembrar dos processos que estão implicados na escrita. Podem existir défices ao nível percetivo ou de memória na base da disgrafia, bem como défices ao nível da maturidade intelectual ou cognitiva.

No que diz respeito aos sinais de alerta, os adultos devem estar atentos a:

  • Dificuldades na correspondência entre fonema e grafema, ou seja, a criança nem sempre consegue reproduzir por escrito o que ouve;
  • Erros ortográficos muito frequentes;
  • Substituição de letras que são semelhantes a nível de som ou visualmente;
  • Dificuldade em memorizar e recordar as regras da ortografia, como por exemplo acentos ou sinais de pontuação.

5. Discalculia

A discalculia é uma perturbação ao nível da aprendizagem que interfere sobretudo ao nível das competências matemáticas, sendo assim uma dificuldade específica ao nível da compreensão e manipulação de números. A criança com discalculia apresenta dificuldades na execução de operações matemáticas.

Podem existir diferentes tipos de discalculia:

  • Discalculia verbal: dificuldade em nomear quantidades matemáticas, como números, símbolos ou relações;
  • Discalculia operacional: dificuldade em realizar operações e cálculos numéricos.
  • Discalculia pratognóstica: dificuldade em enumerar, comparar e manipular objetos matematicamente;
  • Discalculia gráfica: dificuldade em escrever símbolos matemáticos;
  • Discalculia disléxica: dificuldade em ler os símbolos ou problemas matemáticos, podendo não se revelar em termos da compreensão ou interpretação;
  • Discalculia ideognóstica: dificuldade em realizar operações mentais e em compreender os conceitos matemáticos.

A discalculia pode dever-se a uma imaturidade neurológica, que pode ser mais ou menos grave. Também podem estar na base da discalculia dificuldades ao nível da assimulação da linguagem, assim como alterações psicológicas que interferem nas funções cognitivas necessárias para as operações matemáticas. Os fatores genéticos também podem ter um papel na discalculia, com estudos que demonstram a hereditariedade desta dificuldade de aprendizagem específica.

Os adultos devem estar atentos aos seguintes sinais de alerta para a discalculia:

  • Dificuldade em contar, sendo que a criança faz cálculos simples de forma muito lenta e tem dificuldade em contar por ordem decrescente;
  • Dificuldade em identificar os números, seja a nível visual ou auditivo, e por vezes pode apresentar uma tendência a pôr os números na ordem errada;
  • Dificuldade em compreender quantidades, conjuntos ou símbolos;
  • Não conseguir associar o número à contagem de objetos;
  • Dificuldade em compreender os conceitos das horas, medidas ou valor do dinheiro.

Como intervir nas dificuldades de aprendizagem?

Considerado que as dificuldades de aprendizagem são heterogéneas e complexas, a intervenção tem que atender a estes aspetos. Ou seja, tem de ser adaptada ao tipo de dificuldade de aprendizagem e tem de ser abrangente. intervir nas dificuldades de aprendizagem implica a atuação não só da escola e dos professores, mas também da família, sendo também necessária muitas vezes uma intervenção terapêutica a nível médico, psicológico, de terapia da fala ou terapia ocupacional. A intervenção nas dificuldades de aprendizagem específicas deve ser multidisciplinar.

A intervenção deve ser individualizada, de modo a atender às características únicas da criança e às particularidades das dificuldades de aprendizagem que apresenta.

No contexto escolar, de acordo com os princípios da educação inclusiva, os alunos podem beneficiar de diferentes medidas, tais como as acomodações curriculares ou a intervenção individualizada ou em pequeno grupo.

Nas sessões de intervenção são trabalhados aspetos tais como: leitura, análise e síntese fonológica, desenvolvimento do vocabulário, conhecimento do alfabeto, conhecimentos sobre a escrita, soletração literal e silábica, regras de correspondência grafema-fonema, escrita alfabética e ortográfica, composição de textos…

A intervenção varia em função da etapa ou fase escolar em que a criança se encontra, e incide diretamente nas dificuldades que foram encontradas na avaliação. As sessões e a intervenção de forma global devem ter em conta os interesses da criança para promover a sua motivação.

É fundamental intervir nas dificuldades de aprendizagem e dar uma resposta adequada às necessidades da criança, uma vez que as dificuldades que ela apresenta trazem consequências não só a nível escolar, mas também para a sua autoestima, bem-estar e comportamento, bem como nos seus relacionamentos interpessoais.

Que estratégias deve a escola e a família adotar?

As pessoas que contactam diariamente com a criança têm um papel importante na sua aprendizagem. Como tal, nas dificuldades de aprendizagem algumas dicas e estratégias a adotar por parte de pais e professores são fundamentais no progresso da criança.

Algumas estratégias importantes a adotar são:

  • Sensibilizar a turma para a problemática;
  • Posicionar o aluno na fila da frente na sala-de-aula;
  • No início das aulas começar por recordar o que foi dado na aula anterior e auxiliar a resolver problemas e a esclarecer dúvidas, “pensando” em voz alta;
  • Usar estratégias para motivar continuamente o aluno, tendo em conta que estes alunos têm de fazer um esforço adicional e que o professor não deve fazer comentários depreciativos que irão causar frustração, nem devem catalogar o aluno como preguiçoso;
  • Não forçar o aluno a ler em público;
  • Não comparar os trabalhos do aluno com os restantes alunos da sala;
  • Reforçar positivamente os esforços e progressos da criança;
  • Realizar leituras em grupo pode por vezes ajudar a diminuir a ansiedade do aluno, até adquirirem confiança para o fazer individualmente;
  • Entregar materiais e documentos para o aluno treinar em casa;
  • Quando a criança errar, corrigi-la com calma demonstrando qual o erro e a forma de o corrigir, sem exagerar, isto é, começar por corrigir os erros mais relevantes e, à medida que a criança for evoluindo, não deixar de ir corrigindo os restantes;
  • Respeitar os dias menos bons da criança, em que ela está mais cansada ou menos bem-disposta;
  • Incentivar a criança a fazer perguntas para que possa oferecer ajuda sempre que necessário;
  • Certificar-se que a criança compreende tudo o que disse e explicou;
  • Reduzir possíveis focos de distração;
  • Procurar que os materiais escolares e conteúdos sejam interessantes e estimulantes;
  • Utilizar diferentes formas de apresentações de trabalho e de avaliação;
  • Nas avaliações evitar questões longas e complicadas, ajudar na leitura das perguntas, fornecer mais tempo para a realização da prova, privilegiar quando necessário a avaliação oral;
  • Utilizar tutoria ou recorrer aos pares para ajudar a criança;
  • Decompor as tarefas em sub-tarefas mais pequenas, organizadas hierarquicamente, ou seja, da mais fácil para a mais difícil;
  • Fomentar a autoestima da criança em casa, através de uma atitude positiva e de um foco em todas as atitudes positivas e nos esforços da criança;
  • Mostrar e partilhar com a criança o prazer de ler;
  • Incentivar a criança a manusear livros;
  • Ler para a criança, por exemplo à noite, com entusiasmo;
  • Encontrar formas divertidas de aprender que façam com que a criança se sinta entusiasmada com a aprendizagem;
  • Usar exemplos e aspetos do dia-a-dia para favorecer a aprendizagem da criança, como por exemplo jogos, tarefas domésticas, brincadeiras, idas às compras, leitura das instruções dos jogos, cálculo do troco, etc.;
  • Permitir o uso de dispositivos que possam ser facilitadores da aprendizagem, como por exemplo calculadora;
  • Focar-se no processo e não apenas no resultado final;
  • Incentivar a criança a partilhar em casa as suas aprendizagens.

Diana Pereira

Amante de histórias, gosta de as ouvir e de as contar. Tornou-se Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde, pela Universidade do Porto, mas trouxe sempre consigo a escrita no percurso. Preocupada com histórias com finais menos felizes, tirou pós-graduação em Intervenção em Crise, Emergência e Catástrofe. Tornou-se também Formadora certificada, e trabalha como Psicóloga Clínica, com o objetivo de ajudar a construir histórias felizes, promovendo a saúde mental. Alimenta-se de projetos, objetivos e metas. No fundo, sonhos com um plano.