Fases da vida: conheça os diferentes períodos da vida humana

Todo o ser vivo, ao longo da sua existência, atravessa diferentes fases da vida – e estas podem variar bastante de acordo com cada espécie, entre outros fatores. Não obstante, é possível afirmar que a vida do ser humano é marcada por dois grandes acontecimentos: o nascimento e a morte. Entre esses eventos, transcorrem inúmeras transformações, físicas e psicológicas, que podem ser muito percetíveis ou não.

As primeiras fases da vida correspondem à gestação até a adolescência, período de mudanças dramáticas (a nível físico e emocional), que condicionarão o desenvolvimento do futuro adulto. Por isso é tão importante que esse período – que vai até, aproximadamente, os 18 anos – seja vivido plenamente, e que as crianças e jovens recebam todo o suporte necessário para que possam crescer com saúde. Só assim será possível aproveitar todas as mudanças que o tempo promove até à derradeira etapa: a velhice.

Ficou interessado neste artigo? Então continue a leitura e conheça as diferentes fases da vida humana por idades, sob o ponto de vista da psicologia, desde a etapa pré-natal até à chegada da velhice.

Fases da vida: o início de tudo

Via de regra, a vida pode ser dividida em quatro fases, começando pela infância, em seguida a adolescência, a idade adulta e a velhice. Todavia, é importante conhecermos um pouco mais sobre a fase pré-natal, que compreende a gestação do bebé até ao seu nascimento.

Nesse período, o feto desenvolve-se no ventre da mãe – que se deve cuidar e ser amparada para que receba, durante toda a gravidez, todos os cuidados necessários para a promoção da saúde e prevenção de eventuais doenças ou patologias. Esta é uma fase crítica, que determinará profundamente as bases e predisposições para o seu desenvolvimento futuro.

Recém-nascido (0-12 meses)

A primeira das fases da vida por idade é a de recém-nascido, que corresponde ao nascimento até o primeiro ano do bebé. Também conhecido como “exterogestação” (conceito de que o bebé continua a ser “gestado” fora do útero, 100 dias após o nascimento), esse período é marcado pela díade mãe-bebé, relação que garante proteção e segurança, bem como o estabelecimento do vínculo materno-filial (reforçado pela lactação). Trata-se de um período em que os sistemas do organismo do bebé estão em franco desenvolvimento, assim como as suas ações sensitivas e motoras.

Bebé (18-36 meses)

É neste período em que a criança vive uma intensa relação com o ambiente que a cerca através dos sentidos e da motricidade, que vai, gradualmente, desenvolvendo-se e tornando-se cada vez mais sofisticada. Nesta, que certamente está entre as mais importantes fases da vida no que respeita ao desenvolvimento do indivíduo, é fundamental que a criança experimente novas situações, o que lhe proporcionará grandes aprendizagens, seja no campo cognitivo – por meio da linguagem, por exemplo – ou motor.

Fase pré-escolar (3-6 anos)

É nesta fase que a criança começa a representar de maneira simbólica a realidade, pois já dispõe de mecanismos cognitivos e psicológicos para dar esse grande passo. Aqui, dá-se início ao desenvolvimento da linguagem, bem como das competências cognitivas e sociais – muito embora, por serem essencialmente egocêntricas, não sejam ainda capazes de entender o outro.

Fase escolar (7-11 anos)

É na fase escolar que a criança começa a perceber de forma mais objetiva a sua realidade, pois está preparada para utilizar o raciocínio lógico no seu processo de aprendizagem. Nesse período, o seu pensamento deixa de ser meramente egocêntrico e passa a ser mais flexível e concreto; ademais, o processo de socialização vai-se consolidando, o que permite um aprimoramento das relações interpessoal e intrapessoal (o respeito e cuidado com os outros, a empatia etc.).

Adolescência (12-18 anos)

Uma das fases da vida mais estudadas pelos cientistas, a adolescência é um período de grandes transformações em diferentes níveis (físico, emocional, cognitivo, psicológico e social). Neste período, os jovens, munidos da sua bagagem de experiência infantil, estão preparados para usar a sua capacidade de raciocínio formal, o que permite uma maior e melhor compreensão sobre si mesmos, sobre os outros e sobre o mundo. A relação com outros adolescentes passa a ser o meio fundamental de crescimento pessoal e desenvolvimento durante esta fase, por isso há uma espécie de ruptura (temporária) do vínculo com os pais, que antes eram protagonistas nas suas vidas.

Jovem adulto (20-30 anos)

Passada a adolescência, o jovem adulto, sobretudo aquele que viveu a sua juventude de forma satisfatória, já está fisicamente, psicologicamente e emocionalmente equilibrado, pronto para vivenciar as suas primeiras ações pessoais no universo adulto e bastante motivados para desenvolver projetos de vida pessoais, sejam eles referentes aos estudos, trabalho ou relacionamentos. Esta etapa é a última relacionada ao crescimento e desenvolvimento físico do indivíduo; todavia, convém referir que o desenvolvimento emocional e cognitivo continua até ao fim da vida.

Adulto (30-50 anos)

Nesta fase, é comum que o adulto médio consiga consolidar os seus projetos de vida pessoal, sejam eles relativos ao trabalho, à família, entre outros. Não obstante, muitos podem experimentar uma crise pessoal por não terem conseguido conquistar esses objetivos, fenômeno que popularmente é conhecido como “crise da meia idade”, período de intenso questionamento pessoal ou despertar do indivíduo, o que normalmente resulta em grandes transformações. Embora seja uma fase de intensa atividade vital, não há qualquer tipo de crescimento nem desenvolvimento físico, no entanto, por outro lado, tem início o processo de maturação emocional e psicológica, resultado das experiências de vida acumuladas.

Maturidade (50-65 anos)

Entre as fases da vida, a maturidade é aquela em que se apresenta uma consolidação do desenvolvimento emocional e psicológico das pessoas. O enfrentamento vital, importante para o desenvolvimento de projetos de vida pessoais e tão acionado entre os 30-50 anos, ganha novos contornos, e passa ser mais sereno, afinal, para muitas pessoas, este é o período em que a atividade profissional termina e as prioridades da vida mudam (ganham destaque o cuidado pessoal e a relação com amigos e familiares). Todavia, é importante referir que muitas pessoas deste grupo etário ainda estão no mercado de trabalho e apresentam uma expetativa de vida maior que alguns anos atrás, o que possibilita que permaneçam ativas por muito mais tempo.

Terceira idade (+65 anos)

Última das fases da vida humana, a terceira idade é o período de relaxamento vital, pois nele a vida ganha um novo ritmo, sendo este mais lento e pausado. Acredita-se que este é um momento de aceitação e integração da experiência adquirida ao longo dos anos, bem como de preparação para a última etapa: a morte. Este, certamente, pode ser um momento positivo, especialmente se o indivíduo for dotado de uma grande maturidade pessoal e uma boa saúde física, aspetos que determinam a qualidade de vida do idoso.

Luana Castro Alves

Licenciada em Letras e Pedagogia, redatora e revisora, entusiasta do universo da literatura, sempre à procura das palavras. "Não se pode escrever nada com indiferença." (Simone de Beauvoir)