Óleo de rícino: benefícios, utilização e contraindicações

Extraído de uma planta medicinal conhecida como Mamona, Bafureira ou Carrapateiro, o óleo de rícino, proveniente da semente de Ricinus communis, é popularmente utilizado para o tratamento de vários problemas de saúde, tais como a atrite, a caspa e a prisão de ventre. O que muitos ainda não sabem é que é um ótimo cosmético natural, pois promove a hidratação da pele e do cabelo – é importante referir que já foram atribuídos ao óleo de rícino diversas propriedades, desde ação antioxidante, anti-inflamatória, analgésica e antimicrobiana, embora sem uma eficácia cientificamente comprovada.

Ou seja, o óleo de rícino, além de ser um ótimo “remédio caseiro”, é também um produto dermatológico que vem sendo cada vez mais explorado pela indústria da cosmética, conquistando inúmeros adeptos que se renderam aos seus benefícios.

Se quer saber mais sobre este óleo recomendamos que continue a leitura deste artigo que preparamos para si, pois nele vai encontrar informações importantes sobre o óleo de rícino, o que é e para que serve.

Como é extraído o óleo de rícino?

A extração do óleo de rícino pode ser feita por meio de prensagem a frio ou a quente, ou através de um solvente. A primeira etapa consiste na limpeza e cozedura das sementes. Na prensagem, são extraídos os gomos para a obtenção do óleo. O que resta da prensagem, chamado de torta, segue para a extração por solventes, em que são utilizadas substâncias como o hexano e o etanol.

Para fins medicinais, o óleo de rícino é extraído através de prensagem a frio, processo que o deixa incolor, livre de ricina (substância tóxica encontrada que pode ser encontrada na semente), acidez e impurezas; já para fins industriais, é utilizada a prensagem quente das sementes, processo do qual se obtém um óleo brilhante e límpido, mas que possui, no máximo, 1% de acidez e 0,5% de impurezas.

Quais os benefícios do óleo de rícino?

Como referido, o óleo de rícino é extraído da semente de Ricinus communis, da planta conhecida como mamona. Possui propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, antioxidantes, antimicrobiana e laxante. Ademais, é rico em ácido linoleico, vitamina E, ácidos gordos e sais minerais, possuindo um grande poder de limpeza e de hidratação da pele e couro cabeludo, por exemplo.

Entre os principais benefícios do óleo de rícino destacamos:

  • Hidratação da pele: por ser rico em antioxidantes, o óleo de rícino torna a pele mais macia, pois consegue eliminar os radicais livres e estimular a produção de elastina e colágeno – o que retarda o surgimento das indesejáveis linhas de expressão;
  • Hidratação do couro cabeludo: ademais, combate a queda de cabelo e a quebra dos fios, deixando os cabelos mais fortes e saudáveis;
  • Regulação do intestino: o óleo de mamona, como é também conhecido, possui propriedades laxantes, por isso pode ser utilizado para o tratamento de problemas do trato digestivo, tais como a prisão de ventre, por exemplo (porém, o seu uso prolongado é contraindicado);
  • Prevenção e combate de infeções: devido à sua capacidade antimicrobiana, o óleo de rícino previne e combate infeções por fungos ou bactérias;
  • Combate a candidíase oral: o óleo de mamona tem propriedades antifúngicas e pode ajudar a combater a candidíase oral;
  • Combate à caspa: pela sua atividade anti-inflamatória, o óleo de rícino consegue controlar casos de dermatite seborreica, condição que leva ao aparecimento das incómodas caspas;
  • Atua no controlo de dores e desconfortos provocados pela artrite, artrose e gota, visto ser um analgésico e anti-inflamatório natural;
  • Alivia o prurido e erupções cutâneas na pele, sobretudo quando misturado com produtos específicos para o tratamento das feridas provocadas pela acne. Todavia, deve ser utilizado de forma moderada, pois, quando em excesso, pode causar a oclusão dos poros.

Atualmente, o óleo de rícino tem sido bastante utilizado como cosmético para o cabelo, pois acredita-se que promove o seu crescimento e hidratação. Contudo, apesar da recente fama que conquistou, principalmente entre as mulheres, a sua eficácia ainda não está cientificamente comprovada. O que se sabe é que, de facto, o óleo de mamona, como é muitas vezes designado, melhora a hidratação do couro cabeludo, benefício que pode contribuir para o crescimento do cabelo.

Como utilizar o óleo de rícino?

Como vimos, o óleo de rícino, além de ser um ótimo remédio caseiro, também é um excelente aliado da saúde dos cabelos. Confira agora algumas formas de como o utilizar adequadamente, de acordo com as suas funções:

  • Para hidratar os cabelos: o óleo de rícino pode ser aplicado diretamente no couro cabeludo. Mas, se preferir, misture-o a uma máscara para hidratação dos fios;
  • Para hidratar a pele: aplique na pele, misturado a outro cosmético, massajando a região suavemente;
  • Para tratar prisão de ventre: para minimizar os efeitos da prisão de ventre, basta que tome 1 colher de sopa de óleo de rícino por dia;
  • Para tratar pedra na vesícula: tradicionalmente, o óleo de mamona é utilizado no combate à pedra na vesícula. Todavia, recomendamos que consulte um médico especialista, nomeadamente um gastroenterologista ou fitoterapeuta, para que seja melhor orientado.

Quais os efeitos colaterais do óleo de rícino?

Quando utilizado com moderação, dificilmente o óleo de rícino desencadeia reações adversas. Todavia, se usado de forma indiscriminada, pode causar náuseas, vómitos, cólicas intensas e desidratação. Ademais, quando utilizado em excesso na pele ou no couro cabeludo, pode provocar irritação ou ainda levar ao surgimento de manchas na região em que foi aplicado, principalmente se esta for exposta ao sol por muito tempo. É fundamental referir que as folhas e sementes da mamona não devem ser, em hipótese alguma, aproveitadas, visto possuírem propriedades tóxicas.

Existem contraindicações para o seu uso?

O óleo de mamona não deve ser utilizado por mulheres grávidas, lactantes, crianças pequenas, pessoas que sofrem de síndrome do cólon irritável e obstrução intestinal. Além disso, o produto é ainda contraindicado para pessoas com pele muito oleosa ou pele acneica.

Fique atento: a ingestão diária adequada de óleo de rícino é de até 0,7 mg/kg de peso corporal. Por exemplo, uma pessoa de 80 kg poderá ingerir, no máximo, 56 mg da substância por dia. Portanto, evite excessos e, de preferência, consulte o seu médico de família antes de o incluir na sua rotina.

Luana Castro Alves

Licenciada em Letras e Pedagogia, redatora e revisora, entusiasta do universo da literatura, sempre à procura das palavras. "Não se pode escrever nada com indiferença." (Simone de Beauvoir)