Quais os melhores livros de sempre? Conheça a nossa seleção

Quem se arriscaria a escolher os melhores livros de sempre? Esta é uma ousadia e tanto, uma vez que na literatura universal existem centenas de obras primas, das mais variadas partes do mundo, que poderiam facilmente ser incluídas nas listas dos melhores livros de sempre.

Muitas vezes, a escolha dos melhores livros passa pelas subjetividades do leitor; noutras, pelo crivo de especialistas, leitores vorazes e apaixonados que entendem como poucos o mundo da literatura. 

Nós, na redação do trabalhador.pt vamos embarcar nesta aventura de criar a nossa própria lista dos melhores livros de sempre, no desejo de que você, caro leitor, escolha seus títulos favoritos e comece hoje mesmo a desbravá-los! Boa leitura!

Lista dos 20 melhores livros de sempre

Escolher os melhores livros de sempre é um desafio e tanto!

1. Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

Uma terrível “treva branca” vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade. Este é um enredo fantástico e desolador, por meio do qual José Saramago obriga-nos a fechar os olhos e ver. O escritor nos diz: é preciso recuperar a lucidez, resgatar o afeto, sobretudo diante da pressão dos tempos e do que se perdeu. É uma obra em que o leitor se colocará na pele de cada personagem e poderá ver o quão terrível é estar num mundo mergulhado nessa cegueira branca. Vale a pena a leitura!

2. Ana Karenina – Leo Tolstoy

Adultério, jogos de azar, tramas de casamento e, bem, feudalismo russo estão entre os assuntos abordados na obra-prima de Tolstoy, Ana Karenina. A imponente obra de ficção em oito partes conta a história de duas personagens principais: uma dona de casa trágica e desencantada, Anna, que foge com o seu jovem amante, e um proprietário de terras apaixonado chamado Konstantin Levin, que luta pela fé e pela filosofia. Tolstoi aborda discussões ponderadas sobre amor, dor e família na sociedade russa com um elenco considerável de personagens, retratados com uma aguda humanidade realista. 

3. Cem Anos de Solidão – Gabriel García Márquez 

A obra prima do escritor colombiano, Gabriel García Márquez, foi publicada em 1967, e certamente merece estar na lista dos melhores livros de sempre. O romance conta a história de sete gerações da família Buendía, acompanhando o estabelecimento do seu povoado de Macondo até à sua destruição junto com o último dos descendentes da família. Ilustre representante do realismo mágico, Cem Anos de Solidão enfatiza a natureza extraordinária das coisas comuns, enquanto as coisas místicas são mostradas como comuns. Embarque nesta obra-prima!

4. Dom Quixote – Miguel de Cervantes

Este é, sem sombra de dúvidas, o maior clássico em língua espanhola de todos os tempos. O romance conta a história de um homem que toma o nome de “Dom Quixote de la Mancha” e vive uma verdadeira obsessão lunática por romances sobre cavalaria para reviver o costume e se tornar um herói. O personagem de Dom Quixote tornou-se uma inspiração para os grandes sonhadores e influenciou muitas das principais obras de arte, música e literatura desde a sua publicação.

5. Mrs. Dalloway – Virginia Woolf

O romance descreve exatamente um dia na vida de uma socialite britânica chamada Clarissa Dalloway. Famoso por utilizar um recurso narrativo chamado “fluxo de consciência”, o livro revela os sentimentos e pensamentos dos personagens, as suas lutas com as doenças mentais e o stress pós-traumático da Primeira Guerra Mundial e o efeito das pressões sociais. O estilo único do romance é o que o faz estar entre a nossa seleção dos melhores livros de sempre.

6. Madame Bovary – Gustav Flaubert

Quando Emma Rouault casou com Charles Bovary, imaginou que entraria na vida de luxo e paixão sobre a qual lia em romances sentimentais e revistas femininas. No entanto, Charles é um médico rural desinteressante, comum, e a vida provinciana é muito diferente da excitação romântica pela qual Emma ansiava. Estes são os elementos que fizeram da obra de Flaubert uma das melhores de todos os tempos. 

7. Hamlet – William Shakespeare

Escrita entre os anos de 1599 e 1601, Hamlet é considerada uma tragédia, talvez a maior de todos os tempos. A peça passa-se na Dinamarca, e conta a história do Príncipe Hamlet, cujo objetivo é vingar a morte do rei Hamlet, o seu pai, que fora executado pelo próprio irmão, Cláudio. Depois de envenená-lo, Cláudio casou-se com a rainha e tornou-se rei daquele país.

A frase “Ser ou não ser, eis a questão” tem a sua origem nesta obra, estando no Ato III, Cena I e é muito usada como um fundo filosófico intenso. Afinal de contas, todos nós já fizemos a célebre questão a nós próprios.

8. Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski

Crime e castigo é um daqueles romances universais que, concebidos no decorrer do romântico século XIX, abriram caminhos ao trágico realismo literário dos tempos modernos. Conta a história de um assassino em busca de redenção e ressurreição espiritual, Dostoiévski aborda, como nenhum outro escritor da sua época, as mais diversas facetas da psicologia humana, o que proporcionou a criação de uma obra de imenso valor artístico, que merece estar entre os melhores livros de sempre.

A sua leitura provoca-nos efeitos diversos, como angústia, revolta e compaixão renovadas a cada página com um desenlace redentor.

9. Em Busca do Tempo Perdido – Marcel Proust

Em busca do tempo perdido pode ser compreendido como um vasto projeto narrativo que aborda com detalhes a vida do autor, Marcel Proust, ao longo de diferentes etapas. O escritor recria uma série de personagens e ambientes da sua época, baseando-se numa concepção de memória relacionada com uma visão filosófica do tempo. Desta forma, as recordações podem colocar no mesmo plano o passado e o presente. A obra, tanto pelo tema quanto pela forma, revoluciona o romance do século XX e entra com louvor na nossa lista dos melhores livros de sempre.

10. Dom Casmurro – Machado de Assis

Publicado pela primeira vez em 1899, “Dom Casmurro” talvez seja a obra prima do escritor brasileiro Machado de Assis, considerado um dos maiores autores da língua portuguesa. Com o seu olhar crítico e certeiro, Machado foi um grande observador da sociedade brasileira, o que é possível notar nas suas obras realistas.

Em Dom Casmurro, aborda com maestria a temática do ciúme, provocando polémicas em torno do caráter de uma das principais personagens femininas da literatura brasileira: Capitu. Afinal de contas, Capitu traiu ou não o seu marido? Esta pergunta não encontra respostas certeiras, mas poderá tirar as suas próprias conclusões ao ler este que também merece estar entre os 10 melhores livros de sempre.

11. Guerra e Paz – Liev Tolstói

Este importante romance histórico do autor russo Liev Tolstói não poderia faltar nesta seleção dos melhores livros de sempre. Obra-prima do escritor, Guerra e Paz aborda questões existenciais sobre a essência humana, o significado da vida, do amor, da felicidade, da morte. Ao abrir o livro, o leitor dará início a uma aventura e a uma viagem por um mundo diferente, não apenas no que diz respeito à geografia e ao tempo.

Guerra e Paz narra a história da Rússia na época de Napoleão Bonaparte, mais precisamente, as guerras napoleónicas no território russo. A novela, considerada uma das mais volumosas da literatura mundial, conta ainda a história de cinco famílias aristocráticas e o vínculo das suas vidas pessoais com a História de 1805 a 1813. Por ser uma obra extensa, é difícil resumi-la de forma clara e concisa, sobretudo em razão das inúmeras intervenções pessoais do autor que tendem a quebrar o ritmo da leitura.

E porque Guerra e Paz é tão importante? Porque ninguém antes na história mostrou a guerra com tamanho realismo e poder artístico, abolindo qualquer interpretação romântica. O livro revela-nos o caráter fatídico dos conflitos sangrentos nas relações humanas, explorando os seus resultados não apenas na vida do povo russo, mas também nos destinos de todos aqueles que foram atingidos por esses eventos históricos. Impossível ler e não se sentir transformado.

12. Ulysses – James Joyce

Dizem que, para ler Ulysses, obra-prima de James Joyce, é necessário um guia, tamanha é a complexidade e densidade do seu enredo. A narrativa, inspirada na “Odisseia”, de Homero, concentra-se num dia da vida de um dublinense comum, o angariador de anúncios Leopold Bloom – personagem considerado por muitos críticos o grande herói trágico da literatura moderna. Este sai de casa de manhã cedo para trabalhar, mais precisamente no dia 16 de junho de 1904, e inventa algumas formas de adiar o seu regresso, por suspeitar e temer que a sua mulher, Molly, o esteja a trair. Este pequeno drama interior é perpassado por situações e encontros tragicómicos, que revelam o quotidiano da capital irlandesa àquela época.

Embora o enredo pareça banal, está longe de o ser, pois James Joyce deu-lhe ares de sofisticação, além de experimentações inéditas no campo da literatura e da linguagem. É justamente pelo seu estilo e conceção que a obra é revolucionária, não havendo qualquer separação entre a narrativa, a descrição e a ação, método que confunde o leitor menos astuto.

Embora não seja o título mais adequado para aqueles que estão a ingressar no universo da literatura, Ulysses é um livro monumental, leitura que engrandece e que faz jus ao espaço que ocupa em praticamente todas as listas de melhores livros de sempre.

13. O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald

Consagrado sucesso pela crítica, O Grande Gatsby é um dos melhores livros de sempre, certamente um dos mais importantes do século XX. O protagonista desse romance, Jay Gatsby, é um anfitrião generoso e misterioso que abre a sua mansão às festas mais extravagantes, embaladas ao som do jazz, o estilo musical do momento. A obra é narrada pelo vizinho de Gatsby, o aristocrata falido Nick Carraway, que se transfere para Nova Iorque para trabalhar como corretor de títulos, onde passa a conviver com a prima, Daisy (por quem o protagonista é apaixonado), com seu marido, Tom Buchanan, e a golfista Jordan Baker, todos integrantes abastados da aristocracia tradicional.

O Grande Gatsby é um livro sentimental e romântico, cuja beleza é melancólica e triste. Retrata a aversão à maturidade e uma obstinação dos seus personagens: o sonho de permanecerem jovens e ricos para sempre, uma das melhores imagens da geração de F. Scott Fitzgerald, um retrato definitivo da próspera sociedade americana pós Primeira Guerra Mundial. Se algum dia já foi jovem e se já apaixonou, então aproveite: este é o livro perfeito para si.

14. Moby Dick – Herman Melville

Outro livro revolucionário para a sua época, com descrições intrincadas e imaginativas do personagem-narrador, Moby Dick, obra-prima do escritor norte-americano Herman Melville, é um romance sobre um grande animal marinho, nomeadamente um cachalote, que foi perseguido e, mesmo ferido diversas vezes por baleeiros, conseguiu defender-se e destruí-los, segundo narrativas do marinheiro Ismael, do Capitão Ahab e o primeiro imediato Starbuck, tripulantes do baleeiro Pequod.

Inspirado no naufrágio do navio Essex, o romance de Melville convida o leitor para reflexões pessoais misturadas com grandes trechos de não-ficção sobre assuntos diversos, entre eles baleias, métodos de caça, arpões, detalhes sobre embarcações, entre outros. O fim da narrativa garante uma lição filosófica: quando o homem é extremamente ambicioso, acaba por perder tudo que mais ama, no caso da metáfora construída no enredo, o Pequod e a vida.

15. Apanhador no Campo de Centeio – J.D. Salinger

Um dos melhores livros de sempre, Apanhador no Campo de Centeio é uma das mais marcantes obras da literatura norte-americana contemporânea. A novela de Salinger narra acontecimentos quase banais da vida de um jovem, contudo, é considerada, pela sua simplicidade, uma sensível crónica da juventude e a sua jornada para provar que tem direito a uma voz e a uma visão de mundo próprias.

“Apanhador” narra um fim de semana da vida de Holden Caufield, adolescente de 17 anos, filho de uma família endinheirada de Nova Iorque. Retornando à casa depois de uma temporada fracassada no internato, espera ser admoestado pelos pais, mas ao mesmo tempo começa a refletir sobre a sua vida e sobre o seu futuro, procurando nos seus amigos respostas para as diversas questões que povoam a sua mente.

Este é o enredo da obra-prima de J.D. Salinger, um livro fundamental que penetra de forma admirável no universo dos jovens americanos dos anos 1940, representados por Holden Caufield, um precursor do mito da juventude rebelde.

16. Odisseia – Homero

Um dos principais poemas épicos da Grécia Antiga, Odisseia é uma sequência da Ilíada, outra obra creditada a Homero (nome fictício para nomear a personificação coletiva de toda a memória grega antiga). Elaborado ao longo de séculos de tradição oral, teve a sua forma fixada por escrito no fim do século XIII a.C, cuja linguagem combina diferentes dialetos, o que resulta numa língua, embora compreendida, artificial.

O poema narra o retorno de Ulisses, herói da Guerra de Troia, à sua terra natal, Ítaca. A viagem de regresso, assim como a guerra, durou dez anos, fruto das artimanhas do deus Poseidon, que o mantém sob vigilância hostil. Enquanto tenta voltar para casa, Penélope, a sua esposa, resiste às investidas dos pretendentes que julgavam que o seu marido estava morto, e para a ameaçar, conspiram para matar o seu filho, Telêmaco. Depois de enfrentar diversas tempestades em alto mar, Ulisses sobrevive e os pretendentes que subjugavam Penélope são exterminados.

A Odisseia é uma obra-prima por ser surpreendentemente moderna, cuja narrativa não-linear apresenta níveis elevados de originalidade. Além disso, os personagens falam no discurso direto, isto é, diante de nós e para nós, o que é, possivelmente, um ensaio para o que viria a ser chamado de teatro. E porque este é um livro fundamental? Porque todas as peripécias do seu enredo são a matriz de uma boa parte das narrativas modernas, desde a literatura ao cinema.

17. 1984 – George Orwell

Escrito pelo romancista, jornalista e ensaísta britânico George Orwell, 1984 certamente é um dos melhores livros de sempre. Publicado em 1949, já foi traduzido para 65 idiomas, além disso, virou minissérie, filmes, inspirou banda desenhada e até mesmo reality shows, o que comprova a popularidade desta obra-prima da literatura.

A história de 1984 passa-se em Londres, na fictícia Oceânia, que reúne a ex-Inglaterra, as ex-Américas, ex-Austrália e Nova Zelândia e parte de África. Trata-se de um novo mundo sombrio, dominado pela estranha autoridade suprema, o Big Brother, que está sempre a observar tudo e todos graças às “teletelas” espalhadas pelos lugares públicos e na intimidade dos lares, devassando assim a privacidade e destruindo qualquer tentativa de individualidade.

O protagonista da história é Winston Smith, funcionário do Departamento do Ministério da Verdade, um dos quatro ministérios que governam a Oceânia. A sua função é falsificar registros históricos, para assim moldar o passado de acordo com os interesses da autoridade máxima, o tirano Big Brother. Contudo, Winston odeia o sistema, mas evita desafiá-lo, o fazendo apenas quando redige as páginas do seu diário. Essa situação sofre uma reviravolta quando se apaixona por Júlia, funcionária do Departamento de Ficção: a partir desse momento começa a acreditar que é possível coordenar uma rebelião para derrubar o sistema.

1984 é, portanto, uma distopia futurista, um dos romances mais influentes do século XX e leitura fundamental para compreender a nefasta essência de qualquer forma de poder totalitário.

18. Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Este é o livro mais famoso da escritora britânica Jane Austen. Orgulho e Preconceito possui uma série de personagens inesquecíveis e um enredo imperdível. A obra, que tem como pano de fundo a burguesia inglesa do início do século XIX, narra a história de Elizabeth Bennet, uma heroína charmosa, e o sr. Darcy, seu pretendente aristocrático. As relações são movidas por dinheiro, e por vezes são promíscuas e mesquinhas, tudo que Lizzie (como Elizabeth é conhecida entre os mais íntimos) condena.

Lizzie é uma mulher vanguardista, de personalidade forte, que tenta subverter o papel que a sociedade espera das mulheres, isto é, as suas opiniões e atitudes vão de encontro às expectativas sociais, que determinavam que a mulher deveria ser apenas mãe e esposa, sem qualquer ambição profissional.

A relação entre a protagonista e o sr. Darcy, que lhe faz a corte, é marcada pelo preconceito, pela atração, pela paixão e pela raiva, um misto de sentimentos contraditórios que somente se apaziguaram quando finalmente Elizabeth consegue enxergar o seu amado como um homem de bem.

E qual a razão de Orgulho e Preconceito ser considerado um dos melhores livros de sempre? Porque é um excelente retrato literário da época, equilibrando comédia com seriedade e proporcionando ao leitor uma análise meticulosa das atitudes humanas com boas doses de ironia refinada.

19. Não Matem a Cotovia – Harper Lee

Um dos melhores livros de sempre, To Kill a Mockingbird (título original) é uma leitura essencial, sobretudo para aqueles que desejam conhecer uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e o conceito de justiça. Vencedor do Pulitzer, prémio outorgado a pessoas que realizam trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e composição musical, o livro foi lançado em 1960, alcançando instantaneamente o sucesso, tornando-se um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna.

Não Matem a Cotovia é um livro emblemático sobre injustiça e racismo, temas contemplados num enredo que conta a história de um advogado que defende um homem negro, acusado de violar uma mulher branca nos Estados Unidos da América dos anos 1930. O romance, embora lide com assuntos sérios e ainda hoje pertinentes, é conhecido pela sua vivacidade e humor. Nele, Lee aborda questões de classe e assuntos como a compaixão, a coragem e os papéis de gênero no extremo sul americano. O livro deu origem ao filme homónimo, vencedor do Óscar de melhor argumento adaptado em 1962.

20. Os Irmãos Karamázov – Fiódor Dostoiévski

Segundo livro do russo Fiódor Dostoiévski nesta lista de melhores livros de sempre, Os Irmãos Karamázov é uma das mais importantes obras das literaturas russa e mundial. Aclamado pela crítica, o livro apresenta ao leitor a conturbada relação entre um pai devasso, Fiódor Karamázov, e os seus três filhos, cujas personalidades são bastante distintas: Aliócha, homem místico e puro; Ivan, intelectual e atormentado; e Dimitri, orgulhoso e apaixonado. A trama concentra-se na rivalidade entre Fiódor e Dimitri, iniciada quando pai e filho se apaixonam pela mesma mulher, Grushenka, cuja fama e caráter são contestáveis.

Último livro publicado por Dostoiévski em vida, Os Irmãos Karamázov é um romance extenso, complexo e denso, que convida o leitor a embarcar numa jornada que altera a rota dos acontecimentos a partir da investigação policial de um crime, argumento bastante presente na obra do autor. É uma leitura que possui a capacidade de fazer rir ao narrar os costumes inusitados da época e ao mesmo tempo gerar ternura e compaixão por alguns personagens que se veem envoltos em dramas de temática universal. Uma leitura indispensável para aqueles que não abrem mão de um enredo intemporal.

Boas leituras!

A redação do trabalhador.pt