Sonolência excessiva: causas, prevenção e tratamento

Quando nos deitamos tarde é normal que durante o dia estejamos um tanto ao quanto “ensonados”, cansados e sem energia.

No entanto, existem pessoas que mesmo dormindo bem durante a noite, sentem bastante sono durante o dia. Esta sonolência excessiva, também conhecida como hipersónia, trata-se de uma condição que pode acabar por afetar a qualidade de vida.

Não existe uma definição exata do número de horas de sono necessárias para que as pessoas se sintam bem e dispostas, não obstante, vários especialistas recomendam que a partir dos 18 anos de idade o número de horas ideal é de 7 a 9.

Se dorme mais que 9 horas por dia e, ainda assim, se sente cansado e sem ânimo para o trabalho e os afazeres diários, mesmo as atividades mais básicas, pode ser sinal de que há algum problema.

Para entender melhor do que se trata, acompanhe neste artigo algumas informações sobre a sonolência excessiva, nomeadamente as suas causas principais e algumas formas de lidar com esta situação, seja para tratar ou para prevenir que aconteça.

O que é a sonolência excessiva?

Como referimos anteriormente, a sonolência excessiva acontece quando há uma vontade incontrolável de dormir durante todo o dia, ao ponto de o tornar quase incapaz de se manter acordado. 

Ao contrário de um quadro de fadiga comum, não é algo que aconteça esporadicamente, designadamente depois de uma noite mal dormida ou de uma situação que tenha causado um maior cansaço. Ou seja, o descanso e o número de horas de sono não parecem ser suficientes para deixar de ter sonolência.

A sonolência excessiva é uma condição que se torna quotidiana, sem causa aparente, mesmo tendo boas noites de descanso e dormindo bem durante a noite.

Quem sofre de sonolência excessiva também tende a ficar irritado com mais frequência, além de ter maiores dificuldades de aprendizagem e de prejudicar a produtividade no trabalho. Além de consequências mais comuns e menos gravosas, esta condição pode ser particularmente perigosa no que concerne a acidentes de trabalho e acidentes de viação.

Quais os tipos de sonolência?

A sonolência pode se manifestar de diferente forma e intensidade em cada pessoa. Não havendo propriamente uma padrão. Não obstante, podemos dividir a sonolência em dois tipos:

  • Sonolência leve: é caracterizada por leves distrações, quando a pessoa não consegue estar atenta aos acontecimentos do dia.
  • Sonolência grave: trata-se de uma forma mais pesada, podendo a pessoa adormecer e ate ter dificuldades de memória.

Caso verifique que o estado de sonolência excessiva dura há três meses, é importante que seja avaliado por um especialista e, se necessário, que lhe seja indicado a melhor forma de tratamento.

Quais as causas da sonolência excessiva?

Entender as causas da sonolência excessiva é o primeiro passo no tratamento desta condição. Podem ser diversas, desde problemas nas regiões do cérebro que controlam as funções do sono até sintomas de patologias como a doença de Parkinson, apneia do sono, insuficiência renal, entre outras.

Listamos as principais causas da sonolência excessiva:

  • Depressão, que pode levar à falta de sono (insónias) ou ao até ao excesso;
  • Alterações hormonais, que afetem o organismo e interferiram no sono;
  • Uso de alguns tipos de medicamentos que podem causar sonolência;
  • Doenças clínicas que prejudiquem as funções dos rins e fígado ou que afetem o sistema nervoso central.

Em alguns casos, a sonolência excessiva pode vir acompanhada de outros problemas no sono, como alucinações, paralisia do sono e cataplexia (perda súbita da força muscular, sem perder a consciência).

Como tratar a sonolência excessiva?

Como já referimos, é importante que no que concerne à sonolência excessiva se trata as causas e não apenas os sintomas. Por esta razão, um dos objetivos dos tratamentos desta patologia passam por determinar a sua causa.

Por exemplo: caso na origem da sonolência excessiva estiver um quadro depressivo, será indicado o uso de antidepressivos e acompanhamento psicológico. Caso sejam alterações hormonais, regra geral, serão usados medicamentos para equilibrar eventuais desequilíbrios.

Na consulta com o médico, é importante falar abertamente sobre a situação, listar todos os acontecimentos, os sintomas e há quanto tempo estão presentes. O histórico clínico, informações sobre outros problemas de saúde e os medicamentos que utiliza são sempre tidos em consideração.  

O médico irá avaliar quantas horas o paciente dorme, se já acorda sentindo-se cansado ou se a sonolência vai-se intensificando ao longo do dia, entre outros pontos. Poderão ser necessários alguns exames.

Caso lhe seja diagnosticada sonolência excessiva, regra geral, a melhor forma de tratamento passa pela prescrição de medicamentos voltados para a causa. Quando usados com a dosagem correta e sempre sob prescrição médica, costumam ter bons resultados.

Tratar o problema é importante não apenas para recuperar a qualidade de vida no dia a dia, mas também porque as pessoas com sonolência excessiva podem ter mais probabilidades de desenvolver problemas como hipertensão, obesidade e diabetes.

Dicas para prevenir a sonolência excessiva

Tão essencial quanto tratar a sonolência excessiva é encontrar formas de a prevenir, nomeadamente através da alteração de alguns hábitos do dia a dia:

  • Seguir uma rotina de sono regular;
  • Não consumir bebidas alcoólicas nem fumar;
  • Emagrecer, caso esteja acima do peso;
  • Manter uma alimentação equilibrada e saudável;
  • Comer de forma moderada sobretudo jantar;
  • Não consumir alimentos pesados antes de ir dormir;
  • Praticar exercício físico regularmente;
  • Ter um ambiente propício ao sono, preferencial um local escuro e sem barulho;
  • Evitar refrigerantes e outras bebidas similares;
  • Não usar medicamentos para dormir sem prescrição médica.

Com todas estas dicas esperamos que fique mais fácil lidar com a sonolência excessiva, seja de forma preveni-la ou, caso já seja uma realidade, procurando descobrir as suas causas de forma a trata-la corretamente.

A redação do trabalhador.pt