Alimentação do bebé: como o fazer e que alimentos oferecer?

Durante os seis primeiros meses de vida, o bebé deve ser alimentado exclusivamente com leite materno, contendo este todos os nutrientes necessários para o bom desenvolvimento nesta fase. Todavia, após esse período, deverão começar a ser introduzidos gradualmente outros alimentos.

Esta fase inicial da alimentação é de grande importância, pois o consumo de alimentos saudáveis vai ajudar a fortalecer o sistema imunitário, prevenindo doenças até mesmo durante a idade adulta.

Porém, os primeiros meses de vida, sobretudo caso se trate do primeiro filho, suscitam inúmeras dúvidas para a generalidade das mães e pais, que ficam ansiosos para saber quais os melhores alimentos para o bebé, qual a melhor forma de fazer com que o bebé coma, entre outros.

Para o ajudar nesta tarefa, redigimos este artigo onde procuramos dar resposta a às perguntas mais frequentes sobre a alimentação do bebé. Boa leitura!

Como começar a alimentação do bebé

A principal dica que podemos passar no que concerne à alimentação do bebé, é fazer a introdução de novos alimentos de forma gradual. Nada de querer que o bebé experimente todos os alimentos rapidamente. Vá oferecendo alimentos de diferentes texturas e sabores, seguindo as orientações infra:

  • Na primeira semana da alimentação do bebé (isto é, a partir dos seis meses), comece por substituir algumas refeições de leite materno por papas confecionadas com o próprio leite materno (ou outro leite a que o bebé esteja familiarizado);
  • Uma ou duas semanas depois de introduzido novos alimentos na alimentação do bebé, poderá começar a oferecer sopa de batatas e/ou cenoura;
  • Com o passar dos dias, vá aumentando o número de ingredientes, introduzindo outros legumes na sopa;
  • Uma semana após o bebé ter começado a comer sopa, é hora de começar a dar-lhe frutas amassadas;
  • Um mês depois, poderá começar, de forma muito gradual, a introduzir um pouco de carne nas papas e sopas;

É importante lembrar que, mesmo quando o bebé começa a consumir outros alimentos (para além de leite materno), é importante que não se faça o desmame, isto é, que deixe dar de mamar, de forma repentina. Aliás, neste âmbito referir que o bebé pode continuar com a amamentação materna, ao mesmo tempo que se alimenta de outros alimentos, de forma complementar.

Dicas para a alimentação do bebé

Outro ponto fundamental nesta fase é entender que cada criança é diferente e portanto cada uma terá o seu tempo – o que resulta com uma não quer dizer que resulte com outra. Queremos com isto ressaltar que não existem regras rígidas no que toca à alimentação do bebé.

Alguns bebés poderão adaptar-se mais fácil e ter um paladar mais aberto a novos alimentos, enquanto para outros este pode ser um processo mais difícil e moroso. Tudo isso é normal e as mães e pais devem evitar comparações!

De qualquer forma, partilhamos algumas dicas que o podem ajudar neste processo:

  • Permita que o bebé pegue nos alimentos, como a fruta e os legumes, de forma a que possa sentir a sua textura e cheiro. Todavia, isto deverá ser sempre feito com o acompanhamento de um adulto de forma a evitar que o bebé se engasgue.
  • Recorra a sopas e papas de legumes cozidos e amassados, por exemplo, para dar o “pontapé de saída” na introdução de outros alimentos na alimentação do bebé (que não o leite materno). A fruta também poderá ser esmagada. E sempre com um adulto a usar uma colher.
  • Alimentos sólidos, como as carnes, podem ser introduzidos a partir dos seis/sete meses. No entanto é preciso muito cuidado para escolher as carnes mais tenras e de forma a não causar dificuldades ao engolir, podendo para o efeito desfiar ou moer a carne.
  • Diversifique sempre o cardápio, com opções diferentes todos os dias. Quanto maior a variedade de sabores forem introduzidos na alimentação do bebé (sempre de forma gradual), melhor será para o desenvolvimento do paladar do bebé.
  • Não utilize sal e nem açúcar na confeção de alimentos para o bebé. É importante que, antes da introdução de especiarias e condimentos o bebé possa sentir o verdadeiro saber de cada alimento. As sopas e papas, por exemplo, poderão ser complementadas com uma colher de chá de azeite.
  • Se o bebé não gostar de algum alimento, não insista. Espere algum tempo antes de tentar novamente, entretanto isso vá oferecendo outras opções. Nem sempre isso significa rejeição, pode ser apenas pelo facto do paladar ainda não estar preparado.
  • Comece esta fase da alimentação do bebé com apenas uma refeição por dia, seja o almoço ou o jantar, não deixando de oferecer leite materno nas demais refeições. Aos poucos, vá aumentando a frequência das “refeições sólidas”, com frutas para o lanche ou pela manhã.
  • Também é indicado começar a oferecer água, muito importante para a hidratação, mesmo nos bebés que ainda estiverem a mamar. No entanto faça-o fora das refeições.

Quais os melhores alimentos para o bebé?

  • Legumes – Ao preparar sopas ou papas, alguns dos alimentos mais indicados são a batata, a cenoura e a abóbora. No entanto, existem outros legumes que também são bem-vindos. Podem ser feitas combinações com até quatro ingredientes.
  • Frutas – As frutas devem estar bem maduras, para que estejam macias. As mais indicadas são a banana, a maçã e a pera. Estes alimentos podem ser oferecidos como sobremesa depois de uma refeição salgada, num lanche intermediário ou pela manhã.
  • Ovos – Se for oferecer ovos, estes devem estar devidamente cozidos e, preferencialmente, apenas a gema. Da mesma forma que os legumes, devem estar amassados.
  • Grãos – Já os grãos como o feijão, a ervilha e a lentilha, devem ser evitados, pois podem ser mais propícios a que o bebé se engasgue. O ideal é esperar pelo menos até os 9 ou 10 meses para que então estes alimentos passem a fazer parte da alimentação do bebé.

Esperamos que todas estas dicas possam ajudar na alimentação do bebé. Sem prejuízo de visitar o médico pediatra, a melhor forma de determinar como o bebé está a reagir à introdução de novos alimentos na sua dieta é observar o aumento do peso corporal.

Mariana Bueno

Brasileira, jornalista e escritora. Desde criança tem os livros como os seus grandes companheiros e, mais tarde, transformou a escrita em profissão. É formada em Comunicação e pós-graduada em Media Digitais. Gosta de transmitir informações por meio dos seus textos e adora ouvir e contar boas histórias, de preferência as que descobre ao viajar por diferentes lugares.