Black Friday: o que é, história e porque existe

Muitos consumidores esperam pela Black Friday durante o ano inteiro para comprar produtos com descontos que podem chegar até aos 80%. Existem pessoas ainda que durante o ano, vão colocando dinheiro de parte para utilizar somente durante o mês de novembro, quando a Black Friday acontece.

A Black Friday foi criada há alguns anos e acabou por se tornar numa tendência mundial, que conquistou milhões de pessoas que resolvem esperar por essa data para fazer compras de grande valor.

Mas afinal o que é a Black Friday? Como surgiu e porque se tornou tão popular? Vale a pena esperar para apenas comprar na Black Friday? Neste artigo procuramos dar resposta a estas e outras perguntas. Confira!

A história da Black Friday

O termo Black Friday surgiu no início dos anos 90, nos Estados Unidos da América, quando a Polícia passou a designar dessa forma o dia posterior ao dia de Ação de Graças – que nos EUA é festejado na 4ª quinta-feira de novembro. Nessa época do ano, era habitual aglomerarem-se, à entrada das lojas, muitas pessoas em virtude de se dar a abertura do período de compras natalícias.

Anos depois, o termo “Black Friday” passou a ser associado a uma crise financeira, que ocorreu em 1869.  Dois investidores da Wall Street tentaram controlar o mercado de ouro na Bolsa de Valores e o governo dos EUA foi obrigado a intervir para corrigir a potencial distorção. Em consequência, os preços caíram drasticamente e muitos investidores foram a falência.

Todavia, em 1975, o termo popularizou-se por todo o mundo através de artigos que retratavam a “loucura” desse dia nas lojas dos Estados Unidos. Anos depois, a Black Friday passou a ser o período onde os comerciantes mais lucravam em todo o ano.

Como funciona a Black Friday?

A ideia da Black Friday é permitir aos comerciantes escoarem stock. Para isso são colocados à venda vários produtos a preço promocional durante um período de 24 horas, na última sexta-feira do mês de novembro. Referir que, regra geral os preços nesta data são ainda maiores do que os preços de liquidações e promoções que ocorrem durante todo o ano.

Com o avanço da tecnologia, muitas lojas passaram a disponibilizar online os seus produtos durante a Black Friday, tornando-se menos comum a habitual azafama nas lojas durante este dia.

Alguns retalhistas, principalmente as grandes superfícies, acabam por estender a Black Friday a todo o mês, aumentando gradualmente a percentagem de desconto com o aproximadar do fim do mês de novembro.

Embora durante a Black Friday possam ser vários os produtos com desconto, o histórico diz-nos que os produtos mais procurados são os eletrónicos, os cosméticos, o vestuário, os livros e as passagens aéreas.

No que se refere aos produtos eletrónicos e às lojas, surgiu mais recentemente a Cyber Monday, onde são comercializamos a preços promocionais produtos eletrónicos nas lojas online. A Cyber Monday ocorre na segunda-feira posterior ao dia de Ação de Graças.

A Black Friday é segura?

Apesar de ser uma data importante para a generalidade dos retalhistas, a Black Friday ainda gere alguma desconfiança nos consumidores, em grande medida por não saberem como analisar as promoções e ofertas.

O principal problema é que, algumas lojas (físicas e online) anunciam descontos que não são verdadeiros, aumentando o preço dos produtos nos meses anteriores à Black Friday, para depois anunciarem um preço normal, como se fosse um desconto.

Essa prática é lesiva para os consumidores como também para o comércio, sendo comum que durante a Black Friday alguns órgãos e associações de defesa dos consumidores estejam particularmente atentos a este tipo de práticas.

Além disso, existem muitos sites e aplicações que permitem acompanhar a evolução dos preços, de forma a garantir uma maior segurança na hora de comprar produtos com desconto.

Outra coisa muito comum durante a Black Friday é o surgimento “relâmpago” de lojas online com um único objetivo, enganar o consumidor através de ofertas mirabolantes que anunciam um preço. Regra geral, é fraude. Por este motivo, aconselhamos a comprar apenas em lojas online já com algum tempo de existência.

Como saber se uma oferta é confiável?

Existem certos cuidados que podem ser tomados para que faça uma compra segura na Black Friday. Destacamos alguns deles:

  1. Pesquise por reclamações – Uma boa forma de avaliar o histórico da loja online, é pesquisar no Google e redes sociais por reclamações. Regra geral, boas avaliações é um indício de que a loja é confiável.
  2. Preste atenção aos preços – Desconfie de ofertas demasiado boas, que parecem impossíveis de acontecer. Além disso monitorize os produtos que quer comprar mesmo antes da Black Friday, assim consegue ver se a loja em questão estará a aumentar o preço nos meses anteriores para depois o diminiur.
  3. Confira a origem do site e as conexões – Como referimos surgem inúmeros sites e lojas online durante a Black Friday que fazem promoções apenas durante esse período, alguns até falsos, usando a imagem de retalhistas conhecidos. Por estes motivos recomendamos que visite apenas lojas da sua confiança e sempre através de hiperligações diretas. Vale a pena prestar atenção também nos anúncios nas redes sociais ou dos links recebidos através destas, para não acabar por cair em algum “golpe”.
  4. Leia sempre os termos e condições – É muito importante obter informação sobre a política de devolução, bem como sobre os prazos de entrega. Muitas lojas online anunciam produtos ou serviços que não estão em stock – prática conhecida como dropshipping.

Existe limite de compras na Black Friday?

Em virtude da grande procura, é comum muitas lojas limitarem a comercialização de determinados produtos a uma unidade por cliente.

Regra geral, a Black Friday tem inúmeras vantagens para toda a cadeia. Por um lado os consumidores têm acesso a produtos a preços muito mais vantajosos, por outro os retalhistas e fabricantes conseguem escoar stock que de outra forma demoraria muito mais tempo.

Não obstante, como já referimos, deve ter alguns cuidados nas compras durante a Black Friday, nomeadamente quanto à loja em concreto a quem esta a comprar, como também em relação aos falsos descontos.

Esperamos que este artigo tenha sido útil. Boas compras!

A redação do trabalhador.pt