Quais os batimentos cardíacos normais por idade?

Já alguma vez sentiu alterações no ritmo dos seus batimentos cardíacos? E palpitações? Caso a resposta a estas duas perguntas for afirmativa, poderá haver motivos para preocupação, podendo o seu corpo não estar alinhado com os parâmetros de batimentos cardíacos normais por idade. Quando o coração começa a tocar uma “melodia” diferente, então pode ser que o seu corpo esteja a emitir sinais de alerta de que algo não vai bem, indicando assim possíveis doenças do coração.

Se quer entender mais sobre o assunto, então este artigo será ideal para si, dado que nele abordamos algumas das dúvidas mais comuns a respeito dos batimentos cardíacos e das suas variações em diferentes circunstâncias. O objetivo é orientá-lo quanto aos sinais que podem indicar a necessidade de procurar ajuda médica especializada. Continue a leitura para saber mais!

O que é a frequência cardíaca?

Corresponde entende-se a quantidade de batimentos do coração por minuto, sendo que esta frequência pode sofrer oscilações de acordo com a idade ou em diferentes situações, como quando a pessoa faz algum esforço físico ou ainda quando é portadora de alguma doença cardíaca.

Quando estamos em repouso, a frequência cardíaca normal apresenta uma variação entre 60 e 100 batimentos cardíacos por minuto (bpm). Todavia, quando ultrapassa os 100 bpm, indica que o indivíduo está com taquicardia. Com estes ritmos elevados, o coração não consegue bombear eficientemente o sangue rico em oxigénio para o resto do corpo, colocando assim a saúde da pessoa em risco.

Já uma frequência cardíaca baixa, isto é, inferior a 60 bpm, é considerada uma condição de bradicardia – nesse ritmo, o coração não consegue bombear o sangue rico em oxigénio de forma suficiente para o corpo durante uma determinada atividade ou exercício físico, o que provocará tonturas, falta de energia crónica, falta de ar, ou até mesmo de desmaios.

Facto é que, quanto mais eficiente for a batida do coração, menor será a frequência cardíaca. O ideal é que os batimentos cardíacos se mantenham mais baixos, entretanto, em níveis que permitam o sangue chegar ao corpo todo.

Quais os batimentos cardíacos normais por idade?

Sem prejuízo dos valores indicativos que referimos no ponto anterior, partilhamos, na tabela infra, faixa de variação que serve como parâmetro para medir os batimentos cardíacos normais por idade:

Faixa etáriaBatimentos por minuto
Até aos 2 anos120 a 140 bpm
Dos 8 aos 17 anos80 a 100 bpm
Adultos sedentários70 a 80 bpm
Adultos ativos e idosos50 a 60 bpm

Como calcular a frequência cardíaca máxima?

Entende-se por frequência cardíaca máxima o número máximo de batimentos cardíacos no espaço de 1 minuto durante o esforço, isto é, durante a realização de alguma atividade. Para determinar esta frequência, poderá utilizar dois diferentes métodos. Conheça:

Método Astrand

Para fazer o cálculo utilizando o método Astrand, deverá utilizar a seguinte fórmula:

  • Mulheres: 226 – a sua idade
  • Homens: 220 – a sua idade

Exemplo: mulher, de 35 anos de idade:

  • 226 – 35 = 191

O resultado será a sua frequência cardíaca máxima, isto é, 191 pulsações por minuto.

Para se manter no controlo do desempenho, entre 60 e 75% da sua FCM (Frequência Cardíaca Máxima), o número de batimentos cardíacos durante a sessão de exercícios deverá estar entre os 111 e os 139 batimentos (191 x 60% = 115 | 191 x 75% = 143).

Método Karnoven

Este método é conhecido por ser mais preciso e mais confiável do que o método Astrand, pois leva em consideração a sua frequência cardíaca em repouso, isto é, o número de batimentos cardíacos que deve apresentar logo ao acordar.

Vamos novamente ao exemplo de uma mulher de 35 anos. Imagine que, ao acordar, esta apresenta uma frequência cardíaca em repouso de 50 pulsações por minuto. O cálculo consiste em subtrair a frequência em repouso (50) da frequência máxima (191):

  • 191 – 50 = 141 pulsações

A partir deste valor, realize novamente o cálculo anterior para obter os seguintes valores: 85 e 106 (141*60% =85 | 141*75% = 106). Caso adicione sua frequência cardíaca em repouso, terá a sua zona de desempenho. Durante o esforço, o coração registra entre 135 e 156 pulsações por minuto.

É importante saber a frequência cardíaca máxima?

Calcular a frequência cardíaca máxima (FCM) é essencial para que conheça as limitações do seu corpo antes de iniciar a prática de qualquer atividade física. Assim, será possível controlar muito melhor a intensidade dos exercícios e, por consequência, aproveitar melhor o tempo. Como pôde notar, existem alguns cálculos padronizados de FCM, todavia, recomendamos que procure um médico cardiologista para que este que faça uma avaliação personalizada, levando em consideração os variados fatores externos (como a fadiga, o tipo de alimentação ou ainda eventuais hábitos tabagistas) que podem alterar a frequência indicada.

Quando é que os batimentos cardíacos ficam altos?

Quando estamos em repouso, os batimentos cardíacos não devem ultrapassar 100 bpm – contudo, caso esse valor seja ultrapassado, é fundamental que se procure ajuda médica, visto configurar-se como uma situação de taquicardia. É importante referir que os batimentos podem oscilar para valores superiores em diferentes situações, entre as quais, a prática de exercícios físicos ou passar por emoções fortes, por exemplo.

Quais as causas dos batimentos cardíacos baixos?

Como referido no início deste artigo, caso a pessoa apresente um valor inferior a 60 bpm estará a passar por uma situação de bradicardia, condição que pode acontecer em razão da idade ou ainda em virtude do uso de alguns fármacos para tratar doenças do coração. Em pessoas jovens, quanto “melhor” for o coração, mais baixa será a frequência cardíaca. Não obstante, na manifestação de alterações – como bloqueios cardíacos ou disfunções do nódulo sinusal – é primordial que o acompanhamento por um médico cardiologista seja, visto serem essas alterações sinais de algum problema mais sério.

Lembre-se: é conhecer saber os valores referência dos batimentos cardíacos normais por idade para ter um parâmetro e assim identificar alterações na frequência cardíaca, sejam elas para níveis mais altos ou para níveis mais baixos. Nestas situações, deverá procurar auxílio médico para que o especialista faça uma avaliação detalhada e, caso seja necessário, indique o tratamento mais apropriado. Cuide-se!

Luana Castro Alves

Graduada em Letras e Pedagogia, redatora e revisora, entusiasta do universo da literatura, sempre à procura das palavras. "Não se pode escrever nada com indiferença." (Simone de Beauvoir)