Videoconferência: conheça as melhores aplicações para teletrabalho e não só

Ficarmos impedidos de sair de casa, como o que aconteceu aquando do surto do coronavírus (Covid-19), é algo que dificilmente acreditaríamos nos dias de hoje. No entanto, foi precisamente esse desafio que muitas empresas enfrentaram. A maioria está a conseguiu contorná-lo rapidamente, nomeadamente através de aplicações de videoconferência que permitem normalizar a vida profissional de cada um.

Na verdade, as plataformas de videoconferência já são bastante utilizadas no dia-a-dia. Principalmente por trabalhadores em regime de teletrabalho ou mesmo por freelancers e empresas que têm escritórios em diferentes cidades países. Ter a possibilidade de marcar reuniões à distância tornou-se não só numa vantagem logística, mas também financeira.

As mais populares aplicações de videoconferência

Skype

© Skype for Business

Fundado em 2003, o Skype foi uma das primeira plataformas a oferecer um serviço de videochamadas para os seus utilizadores.

Com o passar dos anos, e principalmente após a sua aquisição pela Microsoft em 2011, foram lançados novas aplicações, nomeadamente o Skype for Business. Esta aplicação está incluída no pacote do serviço Office 365. O Skype for Business permite realizar videoconferências com até 250 pessoas, assegurando um nível de segurança nas comunicações adequada às necessidades da empresas e permite a gestão das contas dos trabalhadores.

No entanto, a Microsoft anunciou em 2017 que iria lançar o Microsoft Teams, pondo então um ponto final ao Skype for Business que deverá ter o seu fim em 2025. Ainda assim, a versão clássica do Skype ainda estará em funcionamento. Para empresas pequenas, o Skype continua a ser uma das melhores soluções do mercado, permitindo realizar videoconferências com um máximo de 20 pessoas.

Microsoft Teams

© Microsoft Teams

Como já referido, a Microsoft decidiu melhorar e atualizar o Skype for Business. Neste sentido, lançou o Microsoft Teams: um das mais populares aplicações de videoconferência do momento no mundo empresarial.

As funcionalidades são semelhantes à generalidade das aplicações de videoconferênci, permitindo fazer vídeochamadas com até 10.000 pessoas, falar através de um sistema de chat, partilhar o ecrã/tela. A versão gratuita está limitada a videoconferências com 300 participantes.

Não obstante o que referimos anterioremnte, o Microsoft Teams vai muito além disso. É a ferramenta ideal para gerir os seus trabalhadores, otimizar a realização das tarefas e partilhar documentos. Esta última funcionalidade é especialmente importante para trabalhos de equipa. A partir do sistema de integração dos outras aplicações da Microsoft, qualquer pessoa pode aceder e editar a documentos.

Zoom Meetings

© Zoom Meetings

O Zoom surgiu como start-up em 2011 e, desde então, tem marcado a sua posição no mercado. O objetivo inicial foi sempre claro: facilitar o trabalho remoto, com videoconferências, online meetings, webinars, chat e colaboração móvel.

Tendo sido das primeiras aplicações especializadas em videoconferência, o Zoom tornou-se também muito popular entre cursos de e-learning, sendo usada por muitas empresas e por organizações europeias.

A plataforma tem várias opções de subscrição em função da necessidade. Na sua versão gratuita, as reuniões podem ter até 100 pessoas e podem ter a duração máxima de 40 minutos, no entanto o pacote Enterprise Plus – o mais caro de entre as possíveis subscrições – permite a participação de 1000 pessoas e sem limite de duração.

Uma das particularidades do Zoom é a sua associação ao calendário da Google. Ao criar-se uma reunião e partilhar o link com os participantes, o evento ficará automaticamente registado no calendário da Google.

Google Hangouts Meet

© Google Hangouts Meet

O Google Hangouts surgiu na rede social Google+, como plataforma de chat e videochamadas para grupos de pessoas. Em 2013, tornou-se numa aplicação independente e, a partir de 2017, começou a focar-se no mundo empresarial.

O Hangouts dividiu-se em duas aplicações: o Google Hangouts Chat e o Google Hangouts Meet. A primeira é, como o nome diz, para mensagens instantâneas, e o segundo tem como objetivo a videoconferência. Uma reunião no Meet pode ter até 30 pessoas, mas caso o utilizador subscreva o G Suite, este número varia. O pacote básico do serviço permite até 100 membros, enquanto que o G Suite for Business aceita 150. Finalmente, é possível fazer uma reunião com até 250 pessoas para os utilizadores de G Suite Enterprise.

Tal como o Zoom, as reuniões são automaticamente adicionadas ao calendário da Google. Mas o Hangouts Meet destaca-se pela compatibilidade com outras plataformas de videoconferência. Por exemplo, os utilizadores do Skype for Business podem participar numa reunião do Hangouts através da Plataforma Pexip Infinity.

As origens da videochamada

A vontade de comunicar à distância surgiu muito antes do aparecimento da internet. Aliás, a ideia de videotelefone surgiu ainda no século XIX, apesar de ter sido uma vontade que levou muitas décadas a concretizar-se.

O aparecimento da televisão na primeira metade do século XX fez com que o videotelefone se tornasse numa realidade cada vez mais próxima. Os primeiros desenvolvimentos ocorreram já nos anos 20 e com algum sucesso. No entanto, o uso desta tecnologia requeria um grande investimento, sendo por isso restrito a entidades de grande relevo científico como a NASA.

Finalmente, nos anos 90 – e muito por causa do desenvolvimento da internet –  a videoconferência tornou-se disponível a um preço mais acessível. Um dos fatores que contribui para a expansão desta funcionalidade, foi a possibilidade de comprimir a qualidade dos vídeos. Deste modo, o que era até então usado maioritariamente por empresas, tornou-se rapidamente num instrumento da vida pessoal também.

Ainda assim, ninguém adivinharia o que se avizinhava. Em 2020, ter os instrumentos necessários para o teletrabalho tornou-se indispensável. Um deles é, naturalmente, um software de videoconferência que permita a execução de reuniões com um colega de trabalho ou com uma equipa maior. Felizmente, existem inúmeras plataformas com este fim profissional.

O futuro das plataformas de videoconferência

O futuro poderá passar pela adoção generalizada deste tipo de plataformas

A proliferação dos meios de comunicação devido à Internet facilitou muito o teletrabalho. Mais importante ainda, tornou-o realizável para muitos trabalhadores que agora têm várias ferramentas à sua disposição.

Claro que a videoconferência pode trazer as suas desvantagens. Tudo depende do tipo de trabalho e da forma como se poderá adequar à atividade exercida. Mas em muitos casos é uma clara vantagem poder recorrer a estas aplicações – como se verificou durante o surto de Covid-19.

A tendência, será inevitavelmente um aumento na procura das plataformas de videoconferência. Será também esse o destino do trabalho do futuro: um cada vez mais à distância.

A redação do trabalhador.pt

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