Aquecimento central: como escolher o melhor para sua casa?

O aquecimento central é uma das principais formas utilizadas para o aquecimento residencial em Portugal. Mesmo não sendo um país tão frio, quando comparado com outros do continente europeu, durante o inverno as temperaturas baixam bastante, sobretudo no interior.

Pela sua importância, bem como pelo facto de ser um sistema que mexe com a estrutura da própria casa, é importante saber como escolher um sistema de aquecimento central.

Há diferentes tipos de aquecimento central e a escolha deve ser feita levando em consideração as necessidades de cada pessoa e de cada família. Neste âmbito, entre outros, deve ter em atenção diversos fatores, designadamente a potência, o preço, o consumo de energia e outras características.

Neste artigo abordamos a escolha do aquecimento central, explicando melhor a sua forma de funcionamento, as suas vantagens e possíveis desvantagens, além de outras dicas úteis.

O que é o aquecimento central?

O aquecimento central é um sistema de aquecimento da casa

O aquecimento central é um sistema que fornece calor a toda a residência, sendo fixado num ponto único de onde se espalha para às demais divisões por meio de tubagem própria, pela circulação de água nos canos ou através de vapor canalizado.

Assim, a temperatura fica mais quente em todos os espaços da casa de forma semelhante, tornando-os mais agradáveis e mais confortáveis, mesmo quando as temperaturas externas estão muito frias. Outra das vantagens do aquecimento central prende-se com a prevenção da humidade nas paredes ou mesmo em toda a casa.

A temperatura ambiente ideal varia de acordo com a preferência de cada pessoa ou família, no entanto, deve estar em torno dos 20° – nem muito quente e nem muito frio.

Tipos de aquecimento central

Existem diferentes sistemas de aquecimento central (radiadores, recuperadores, entre outros)

Existem diferentes tipos de aquecimento central. Saber um pouco mais sobre cada um deles torna a escolha mais fácil. Destacamos algumas informações que consideramos importantes:

  • Caldeira: consiste basicamente em água aquecida e distribuída por uma rede de tubos. São simples de instalar, têm boa durabilidade e funcionam com gás natural, consumindo pouca energia.
  • Radiadores: são feitos de metal, material que é um bom condutor de calor, e podem ser a vapor (sistemas mais antigo), a água ou elétrico, todos com um funcionamento muito semelhante, aquecendo os espaços de forma homogénea, além de ter um custo mais baixo.
  • Painéis solares: instalados na parte de cima das casas (nos telhados), de onde captam a energia do sol e a convertem em eletricidade. Têm uma instalação mais complicada e custosa (o preço de aquisição é particularmente elevado), mas o custo-benefício a médio e longo prazo parece compensar.
  • Salamandras a pellets: os ‘pellets de madeira’ são biocombustíveis que têm cilindros, em tamanho pequeno, mas com boa potência, além de serem uma fonte de energia renovável e menos poluente.
  • Ar condicionado: quando possuem a opção de arrefecer e também de aquecer, são boas opções para aquecimento e com consumo médio de energia.
  • Recuperador de calor: indicados para casas com lareira, pois otimizam a queima da lenha e ajudam a deixar os ambientes aquecidos de forma mais rápida e mais eficiente.
  • Termoventiladores eléctricos: têm a vantagem de serem pequenos e de aqueceram rápido as divisões da casa onde estão instalados, além de um custo relativamente acessível. Não obstante, tendem a não aquecer de forma homogénea, gerando uma sensação de “calor passageiro”.

Vantagens/desvantagens do aquecimento central

As vantagens do aquecimento central superam, em grande medida, as suas eventuais desvantagens

Algumas vantagens de ter um sistema aquecimento central em casa são:

  • Aquecimento constante: embora demore um pouco até aquecer todos as divisões, depois que aquecidas o sistema de aquecimento central mantém a temperatura do ar constante, o que é certamente o principal benefício de ter este sistema de aquecimento em casa.
  • Mais económicos: em comparação com os aquecedores elétricos, por exemplo, o consumo de um aquecimento central pode ser até três vezes inferior. Mesmo tendo um custo de aquisição/instalação muito superior, o aquecimento central apresenta um melhor custo-benefício a longo prazo.
  • Faz bem à saúde: como já dito, o aquecimento central diminui a humidade da casa, o que consequentemente leva a uma redução da probabilidade de aparecimento de mofo. Assim, há menos probabilidade de surgirem alergias e alguns problemas respiratórios associados, principalmente para as crianças e os mais idosos.
  • Qualidade do sono: com uma temperatura mais agradável no ambiente, é natural que as pessoas consigam ficar mais relaxadas na hora de dormir e que, por isso, tenham noites de sono mais tranquilas.

Embora as vantagens sejam em maior número, é sempre válido apontar que pode haver algumas desvantagens nos sistemas de aquecimento central, sendo a principal a complexidade e o custo inerente à sua aquisição e instalação, que deve ser sempre realizada por um profissional especializado.

Outro ponto é que, dependendo do sistema de aquecimento central, pode haver um consumo maior de energia e a necessidade de manutenção mais constante.

Dicas para escolher o aquecimento central

Há vários fatores que deve considerar ao escolher o sistema de aquecimento central

Depois de conhecer os tipos de aquecimento central e também suas principais vantagens, é hora de observar alguns aspectos que devem ser devidamente considerados no momento em que escolher o sistema de aquecimento central.

Destacamos alguns:

  • Fonte de energia: escolher se prefere caldeira, energia solar ou outras.
  • Isolamento térmico: de nada adianta escolher um aquecimento se a casa não estiver devidamente isolada termicamente.
  • Calor necessário: saber a quantidade de calor que cada divisão da casa precisa ajuda a definir o tamanho do sistema necessário.
  • Distribuição do calor: entre outros, pode ser por radiadores ou através de piso radiante, que costuma ser mais eficaz.
  • Preço: não vale a pena apostar num sistema de aquecimento central mais barato, pois isso pode acabar por trazer prejuízos futuros e muitas dores de cabeça. O ideal é pensar na qualidade e características que atendam ao que precisa para sua casa e fazer as contas para que o valor caiba dentro do seu orçamento. Mesmo quando o preço do aquecimento central for mais alto, pode representar uma economia posteriormente, o que faz valer o seu custo-benefício.

Uma forma mais simples de fazer tudo isto é procurar na internet alguns sites que otimizam o processo de escolha de um sistema de aquecimento central, bastando responder a perguntas como a região onde vive, o tipo de habitação, o quanto pode investir, entre outras. O cálculo é feito automaticamente.

Esperamos que estas informações tenham tornado a tarefa de escolher o aquecimento central um pouco mais simples e clara.

A redação do trabalhador.pt