Melhores países para emigrar: conheça a nossa lista

Já deve ter percebido que Europa e a Ásia estão entre os continentes que mais recebem expatriados em todo o mundo. Esses emigrantes, geralmente, estão em busca de novas oportunidades, mais qualidade de vida, melhores colocações profissionais, maior apoio governamental, entre outros atrativos que não encontram nos seus países de origem.

E na lista dos países que mais atraem cidadãos de diferentes partes do globo está Portugal, e isto deve-se ao custo de vida relativamente barato (sobretudo quando comparado com os nossos vizinhos europeus), ao crescente desenvolvimento económico, à boa qualidade de vida, entre outros tantos pontos positivos.

Embora seja vantajosa em vários aspectos, a decisão de emigrar é bastante difícil, afinal de contas, ao sair da sua terra natal o emigrante deixa para trás os seus familiares, amigos, costumes, idioma – e tudo aquilo que já conquistou -, para ir em busca dos seus sonhos num lugar desconhecido, levando na bagagem muitos planos e a esperança de viver dias melhores. Não obstante, para que o sonho não vire pesadelo, é preciso que, antes de fazer as malas e embarcar rumo ao novo, faça uma pesquisa minuciosa para entender qual o melhor lugar para si. Este é um cuidado que certamente o ajudará a não ter as suas expetativas frustradas, e até mesmo evitar um retorno para casa antes do previsto.

Para lhe ajudar nesta missão, abordamos neste artigo os melhores países para emigrar na Europa e Ásia. Foram levados em consideração aspetos como a qualidade de vida, as oportunidades de emprego, a segurança, a recetividade dos nativos e até a burocracia para conseguir uma autorização de residência. Quer saber mais? Continue a leitura!

Os 10 melhores países para emigrar: conheça a nossa lista

1. Suíça

O mundo todo já sabe que a Suíça é um dos melhores países para emigrar. A fama não veio por acaso, afinal, o país europeu possui um alto Índice de Desenvolvimento Humano, além de oferecer um dos salários mais altos do mundo (vai certamente precisar, pois o custo de vida é igualmente elevado!). Não obstante, para viver na Suíça é preciso ter um contrato de trabalho – o que é mais fácil com a cidadania europeia -, investir no país ou estar matriculado em alguma instituição de ensino.

Entre as melhores cidades para morar na Suíça estão Zurique, Genebra, Basileia e Berna, lugares onde é possível encontrar boas oportunidades de trabalho, segurança e qualidade de vida. Todavia, é importante referir que o país não oferece saúde pública gratuita e o valor do seguro saúde básico costuma ser dispendioso.

2. Alemanha

É da Alemanha o título de menor taxa de desemprego da Europa, o que faz do país um dos melhores países para emigrar no mundo. Com uma economia forte, que faz dela a maior potência da União Europeia, a Alemanha conta com indústrias farmacêuticas, químicas, automotivas e vagas de emprego em diversas áreas – e se o candidato for fluente no idioma alemão, as probabilidades de contratação disparam em relação àqueles que não dominam a língua.

Entre as melhores cidades para morar na Alemanha estão Hamburgo, Munique, Colónia, Dresden, Freiburg e Berlim. Vale lembrar que o custo de vida varia bastante, de acordo com o estilo de vida de cada um e a cidade escolhida para morar (a cidade alemã com custo de vida mais alto é Munique, seguida de Frankfurt). Assim como na Suíça (e em boa parte dos países europeus), não há um sistema público de saúde, o que existem são seguros de saúde públicos e privados, obrigatórios para todos que moram no país.

3. Suécia

Por oferecer uma das melhores qualidades de vida do mundo, a Suécia é presença garantida nesta lista de melhores países para emigrar. Para viver neste país nórdico, o emigrante (não europeu) precisará de um visto, seja ele de estudante, de trabalho, de vínculo familiar ou de asilo; com o documento em mãos, já poderá escolher as melhores cidades suecas para morar.

Estocolmo, capital e maior cidade do país, oferece as melhores oportunidades de emprego, maior variedade de serviços e produtos. Todavia, existem outras cidades grandes no país como Gotemburgo, Uppsala e Malmö, onde é possível ter qualidade de vida – principalmente se for bem remunerado e ganhar na moeda local, pois o custo de vida dessas cidades costuma ser elevado.

Importante referir que o sistema de saúde da Suécia é conhecido como um dos melhores do mundo, no entanto, não é gratuito (embora possa ser subsidiado pelo governo em muitos casos).

4. Emirados Árabes Unidos

Esta dica é para quem adora desafios, climas e culturas diferentes, aspetos que certamente vai encontrar nos Emirados Árabes Unidos, um dos melhores países para emigrar. Situado no Golfo Pérsico, os Emirados ganharam destaque nos últimos anos em virtude da sua rápida ascensão económica e ótimas oportunidades emprego – sobretudo para quem fala inglês, língua que une as mais de 200 nacionalidades encontradas em Dubai e Abu Dhabi.

Para morar nos Emirados Árabes Unidos é preciso conseguir um trabalho, empreender ou estudar, situações que facilitarão a obtenção do visto de residência. Entre as áreas profissionais mais promissoras estão engenharia, ciência, turismo e aviação, portanto, se atua num desses segmentos, provavelmente terá boas chances de prosperar. O custo de vida é elevado, o que é compensado pelos bons salários e isenção de impostos sobre os rendimentos – além de uma carga tributária que incentiva o consumo e facilita o acesso a bens.

Por outro lado, é importante lembrar que os costumes do país são rígidos, por isso é preciso estar vigilante para não infringir nenhuma lei por falta de conhecimento – o que é comum para quem é do ocidente, onde as liberdades individuais, via de regra, são respeitadas.

5. Noruega

Obviamente a Noruega, que é um dos países mais desenvolvidos do planeta, não poderia faltar nesta lista de melhores países para emigrar. Morar no país escandinavo significa ter qualidade de vida e boas oportunidades, combinação que certamente agrada em cheio à maioria das pessoas nos quatro cantos do globo.

Sem dúvida, uma das principais preocupações de quem planeia viver na Noruega é o custo de vida. Embora seja alto, é perfeitamente compatível com o retorno que o estado oferece no que respeita aos serviços públicos e com os salários praticados no país. Ou seja, o emigrante paga caro para viver, mas ganha bastante quando o assunto é qualidade de vida. Importante referir que o salário mínimo da Noruega não é regulamentado pelo governo, o que significa que é definido pelos empregadores e sindicatos. Por isso, é fundamental que reforce a sua escolaridade, experiência e o quanto pode contribuir para a empresa, aspetos que facilitarão a negociação da sua remuneração.

As áreas com as melhores oportunidades de emprego são as Tecnologias da Informação (TI), Engenharias e Enfermagem. Se possui qualificação em alguma destas áreas, deverá submeter o seu certificado de habilitações ao Nokut, órgão norueguês que reconhece as qualificações internacionais. Ademais, é essencial saber falar inglês e norueguês, diferencial que o colocará muito à frente dos seus concorrentes.

6. Singapura

Uma economia estabilizada, com muita tecnologia e diversidade cultural. Estamos a falar de Singapura, um dos melhores países para emigrar, seja por motivos profissionais ou académicos. Composto de 63 ilhas, a chamada “pérola da Ásia” é um dos países mais ricos do mundo, feito que só foi possível graças a um desenvolvimento económico notável, impulsionado pelas suas atividades na área do refinamento de petróleo, produção de componentes e produtos eletrónicos e uma indústria pujante.

Entre as vantagens oferecidas por esta cidade-estado está o visto de residência permanente para aqueles que conseguem uma oportunidade de emprego e tem mais de 21 anos. O salário mínimo em Singapura varia conforme a atividade do profissional – quanto mais qualificado, maiores serão os rendimentos. E por falar em dinheiro, prepare-se para suportar um dos custos de vida mais onerosos do mundo – preço que se paga por experimentar a mistura de tradições e culturas (e uma qualidade de vida que não tem preço).

Quanto ao sistema de saúde, este é bastante eficiente: pessoas com residência permanente podem-se qualificar para um seguro subsidiado pelo estado, que pode custear alguns cuidados médicos. Não obstante, é aconselhável ter um plano de saúde privado, o que certamente proporcionará mais tranquilidade.

7. Áustria

Pequeno país da Europa Central, a Áustria conta com uma economia estável, forte e um índice de desenvolvimento humano considerado muito elevado – aspetos que fazem deste um dos melhores países para emigrar. Com uma localização privilegiada (a Áustria faz fronteira com 7 países), o país conta com uma rede de transporte altamente desenvolvida, o que facilita as deslocações em território nacional e estrangeiro. Para quem adora viajar, esta é uma vantagem que conta bastante!

A taxa de desemprego na Áustria é uma das mais baixas do continente europeu, por isso é possível encontrar boas ofertas de emprego e salários atraentes, capazes de compensar o custo de vida considerado alto, especialmente se comparado com países como Portugal, por exemplo. Importante referir que para morar e trabalhar em solo austríaco é indispensável dominar o idioma alemão; para isso, os interessados precisam de demonstrar ao governo que estão a estudar e matriculados em algum curso de alemão.

Quanto ao sistema de saúde austríaco, este é, em grande parte, financiado pelas contribuições da previdência social e impostos e, em menor parte, por fontes privadas (taxas sobre prescrições médicas, contribuições para o seguro de saúde privado, etc.). O excelente atendimento ao paciente com base nas necessidades de promoção da saúde e consequente prevenção estão entre as prioridades do sistema de saúde austríaco.

8. Hong Kong

Hong Kong é uma das duas regiões administrativas especiais (RAE) da República Popular da China (RPC), sendo a outra Macau. Apesar da sua autonomia, Hong Kong não é considerado um país independente, todavia não poderia ficar de fora desta lista de melhores lugares para emigrar. Feita a ressalva, importante referir que a cidade (que mais lembra um país) é vista por muitos como um paraíso, sobretudo por profissionais estrangeiros que desejam consolidar as suas carreiras com uma sólida experiência internacional no currículo.

Um dos principais polos financeiros do mundo, Hong Kong abriga os escritórios regionais de grandes empresas internacionais como Disney e IBM, por exemplo. Por lá, os expatriados podem encontrar boas oportunidades em empresas de serviços profissionais (como direito e consultoria), indústrias, comércio, recursos humanos, entre outras posições de alto nível, visto a grande demanda nestes setores, cujos postos dificilmente são ocupados pela força de trabalho local. Quanto ao salário, pode-se dizer que são atraentes, facto que vai compensar um custo de vida reconhecidamente caro.

9. Reino Unido

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, os europeus de outras nacionalidades agora necessitam do visto “EU Settlement Scheme” para regularizar a sua situação e viver legalmente neste estado soberano, do qual fazem parte Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales.

De acordo com as informações da OECD Better Life Index 2015, o Reino Unido está acima da média geral no que respeita à qualidade de vida e segurança pessoal, aspetos que atraem milhares de emigrantes dos mais variados lugares do globo. Com relação à economia, mais de 71% das pessoas entre 15 e 64 anos estão empregadas, índices que apontam possibilidades de um futuro promissor aos que chegam ao país. Aqueles que desejam fixar residência devem solicitar o pedido de visto, seja para trabalhar ou estudar no Reino Unido.

De forma geral, o custo de vida no Reino Unido é mais elevado, sobretudo quando comparado com outros países europeus. Se é um trabalhador qualificado, não terá certamente problemas para conseguir uma colocação profissional que lhe garanta um salário capaz de suprir todas as suas necessidades. Caso contrário, pode não valer a pena morar em uma cidade cujo custo de vida está acima de suas possibilidades.

Quanto à saúde, por lá vigora o sistema público de saúde mais antigo do mundo, o NHS (National Health Service – Serviço Nacional de Saúde), que funciona de forma gratuita para todos os que vivem legalmente na Inglaterra, sendo apontado também como um dos mais completos.

10. Bahrein

Pequeno país insular do golfo pérsico, o Bahrein não poderia faltar nesta lista dos melhores países para emigrar. Considerada uma das joias do Oriente Médio, o Reino do Bahrein está entre os melhores países para trabalhadores estrangeiros – atrás apenas da Alemanha. Por lá são ofertadas ótimas oportunidades de emprego para expatriados, dos quais 25% são paquistaneses, afegãos e indianos, além de norte-americanos e britânicos empregados nas companhias petrolíferas.

Apesar da sua pequena extensão territorial, o Bahrein está entre os países que mais crescem na economia mundial, visto ter sido o primeiro a descobrir, explorar e exportar petróleo no Oriente Médio. Ademais, neste importante centro bancário e financeiro internacional, estão instaladas diversas empresas transnacionais, facto que tem atraído a atenção de profissionais do mundo todo.

Além de boas oportunidades profissionais, quem vive no Bahrein relata outras vantagens associadas, salários livre de impostos, equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, segurança no emprego, progressão na carreira, benefícios oferecidos e perspetivas salariais, programas de incentivo à habitação, educação e viagens entre outros estímulos que fazem a aventura de viver em um país cuja cultura é tão diferente da cultura ocidental, valer a pena.

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Luana Castro Alves

Licenciada em Letras e Pedagogia, redatora e revisora, entusiasta do universo da literatura, sempre à procura das palavras. "Não se pode escrever nada com indiferença." (Simone de Beauvoir)