Qualidade de vida: o que é e como a posso melhorar?

“Isto é que é qualidade de vida!”, “Tu é que tens uma boa qualidade de vida!” são frases que ouvimos e utilizamos com alguma frequência. Mas será que sabemos efetivamente o que quer dizer qualidade de vida? E, mais importante, será que temos qualidade de vida? Estamos satisfeitos com a nossa vida de forma global?

Este artigo pretende ajudá-lo a compreender o que é a qualidade de vida, a perceber como se encontra a este nível e a conhecer algumas formas de melhorar a sua qualidade de vida.

O que é a qualidade de vida?

O conceito de qualidade de vida é muito mais abrangente do que o significado que lhe conferimos quando o utilizamos. Muitas vezes associamos qualidade de vida a ter bens materiais ou a podermos fazer aquilo que desejamos. No entanto, a qualidade de vida vai muito para além disto, compreendendo não só a saúde física como o estado psicológico, o nível de independência, as relações sociais e até a relação do indivíduo com o seu meio ambiente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a qualidade de vida como “a perceção que um indivíduo tem sobre a sua posição na vida, dentro do contexto dos sistemas de cultura e valores nos quais está inserido e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.

Assim, a qualidade de vida implica aspetos diversos como desfrutar de liberdade, desenvolvimento de iniciativa, cultivar habilmente relacionamentos sociais, estar satisfeito, usufruir de uma boa saúde física, ter uma boa profissão e encontrar um sentido de vida, independentemente de este consistir em valores materiais ou ideais.

Como tal, a qualidade de vida deve abranger vários aspetos, uns mais objetivos e outros mais subjetivos:

  • Capacidades cognitivas e comportamentais e bem-estar emocional – isto implica que para termos qualidade de vida precisamos de ter capacidades que nos permitem fazer as nossas escolhas, pensar por nós próprios e agirmos perante essas escolhas. Por exemplo, se tivermos alguma limitação cognitiva podemos não conseguir tomar decisões. Implica ainda que esta liberdade e autonomia esteja subjacente a uma sensação de bem-estar e equilíbrio emocional;
  • Perceção subjetiva de bem-estar e satisfação com a vida – ou seja, para haver qualidade de vida é fundamental que a pessoa se sinta bem e satisfeita com a sua própria vida, independentemente dos critérios definidos. Ou seja, não interessa se a pessoa tem muito dinheiro ou muitos amigos, o importante é que, perante aquilo que a pessoa de facto tem, ela se sinta satisfeita;
  • Condições sociomateriais para viver e perceção das mesmas – sem condições de vida mínimas não é possível haver qualidade de vida. Como tal, é necessário para a qualidade de vida a existência de condições sociomateriais (um sítio para viver com adequadas condições de vida, recursos financeiros para as necessidades, etc.) e também que a pessoa se sinta satisfeita com essas condições sociomateriais;
  • Perceção de um sentido de vida e de satisfação das necessidades básicas – por fim, é fundamental que a pessoa seja capaz de satisfazer as suas necessidades básicas (abrigo, segurança, comida, etc.). É também fundamental que a pessoa encontre um sentido para a sua vida e que a sua vivência esteja munida de um significado.

Podemos ainda subdividir as componentes da qualidade de vida para uma melhor compreensão:

  • Ser (quem se é no campo individual): implica os domínios físico, psicológico e espiritual;
  • Pertencer (como a pessoa se ajusta ao contexto): implica os domínios físico, social e de comunidade;
  • Tornar-se (o que a pessoa faz para alcançar as suas expectativas, metas e aspirações): implica práticas, lazer e crescimento / progresso pessoal.

Como está a sua qualidade de vida?

Para compreender melhor em que estado se encontra a sua qualidade de vida e se, de um modo geral, possui uma boa qualidade de vida, realize este pequeno questionário, respondendo sim ou não às questões:

  • Costuma dormir bem durante a noite?
  • Dorme as horas suficientes e quando acorda sente-se descansado e com energia?
  • Consegue realizar as atividades do dia-a-dia sem ser limitado por dores ou queixas físicas?
  • De um modo geral é saudável?
  • Consegue fazer a sua vida diária sem precisar, para isso, de cuidados médicos?
  • Gosta da sua vida de um modo geral?
  • Sente que a sua vida tem sentido?
  • Consegue-se concentrar-se nas atividades do quotidiano?
  • No seu dia-a-dia costuma sentir-se seguro?
  • Sente que o ambiente e contexto em que vive é, de uma forma geral, saudável?
  • De uma forma global costuma ter energia suficiente para a sua vida diária?
  • Gosta da sua aparência física?
  • Costuma praticar exercício físico?
  • Tem uma alimentação equilibrada e está satisfeito com a sua alimentação?
  • Tem dinheiro suficiente para satisfazer as suas necessidades?
  • Consegue ter fácil acesso a informações pertinentes e necessárias que lhe permitem melhor organizar a sua vida diária?
  • Costuma realizar atividades de lazer?
  • No contexto em que vive tem oportunidade e recursos acessíveis para realizar atividades de lazer?
  • Consegue deslocar-se sozinho (a pé, de carro ou de transportes)?
  • Consegue trabalhar e está satisfeito com o seu desempenho?
  • Está satisfeito com o seu trabalho?
  • Está satisfeito com as suas relações pessoais?
  • Sente-se apoiado pelos seus amigos e/ou familiares?
  • Está satisfeito com as condições do lugar em que vive?
  • Tem acesso a serviços de saúde, educação e outros serviços fundamentais?
  • Costuma sentir-se bem e sem sentimentos de tristeza, desespero, ansiedade ou depressão (pelo menos a maior parte do tempo)?

Se respondeu sim à maioria das questões, a sua qualidade de vida é positiva. As perguntas às quais respondeu “não” podem ser aspetos que limitam de alguma forma a sua qualidade de vida e os quais pode procurar melhorar.

Qualidade de vida e saúde física

A qualidade de vida é indissociável da saúde. É por demais óbvio que, sem saúde, não é possível ter qualidade de vida, uma vez que a falta de saúde compromete todos os outros domínios: relações pessoais, autonomia, satisfação, liberdade, envolvimento na comunidade, etc. Embora a saúde não seja o único fator que influencia a nossa qualidade de vida, ela tem uma importância fulcral.

Assim, a qualidade de vida pode ser negativamente afetada com a ocorrência de uma doença debilitante, com o declínio natural da saúde associado à idade, com o declínio mental, com processos associados a doenças crónicas, etc.

Será então que a presença de um problema de saúde elimina por completo a qualidade de vida? Não necessariamente. Claro que, como vimos, a qualidade de vida fica muito limitada. No entanto, não tem de ser inexistente. É possível que a pessoa diagnosticada com uma doença possa ter, ainda assim, qualidade de vida, se observarmos as outras dimensões e se pensarmos em termos de qualidade e não de quantidade. Ou seja, mais do que aumentar os anos de vida das pessoas (quantidade), importante que estes anos sejam vividos com qualidade. Dar mais anos à vida e mais vida aos anos.

Assim, promover a qualidade de vida quando existe um problema de saúde física significa assegurar que a pessoa usufrui de todos os cuidados de saúde de que necessita, promover a autonomia o mais possível, permitir que a pessoa faça as suas próprias escolhas sempre que possível, permitir que ela esteja envolvida na sua comunidade e que cultive relações pessoais significativas e ajudá-la a encontrar um sentido de vida.

Para dar alguns exemplos, podemos pensar nos idosos que, apesar do declínio na saúde, continuam a realizar atividades que os fazem sentir bem e promovem o sentido de comunidade (ex: jogar às cartas com os amigos, estar integrado num centro de dia onde convivem com outras pessoas, praticar atividade física moderada, etc). Também as pessoas com doenças crónicas, com o cancro por exemplo, referem muitas vezes terem passado a ser capazes de valorizar as pequenas coisas da vida e terem compreendido melhor o próprio sentido da sua vida. A existência de grupos de apoio para os doentes também permite incrementar o sentido de comunidade.

Qualidade de vida e saúde mental

Não podemos pensar em saúde e em qualidade de vida sem pensarmos no domínio mental e psicológico. A saúde mental possui uma fulcral importância para o bem-estar e, consequentemente, para a qualidade da nossa vida. Na nossa sociedade atual o constante aumento de problemas como o stress, o burnout, a ansiedade e a depressão, significa também um declínio na qualidade de vida das populações.

Também o domínio da saúde mental influencia a qualidade de vida de forma global. Sem saúde mental os outros domínios não existem de forma plena. Por exemplo, alguém que está deprimido tem dificuldade em manter relações pessoais satisfatórias, muitas vezes tem tendência a isolar-se, a ter dificuldade no desempenho das suas funções profissionais, etc.

Além disso, a saúde mental pode também interferir com a própria saúde física, quer de forma direta quer de forma indireta. A saúde mental pode comprometer diretamente a saúde física, uma vez que estudos demonstram que um estado psicológico e emocional debilitado compromete o nosso sistema imunológico. Elevados níveis de stress, por exemplo, aumentam a vulnerabilidade da pessoa às infeções virais.

A relação indireta entre saúde mental e saúde física passa pelo facto de o desequilíbrio emocional e psicológico levar a comportamentos que comprometem a saúde. Por exemplo, se a pessoa está deprimida, ansiosa, etc, é mais provável que: durma e se alimente de forma desadequada, descure os cuidados consigo própria e com a sua saúde, adote comportamentos de risco (fumar, beber, ingerir drogas, automedicar-se, etc).

Como tal, para uma boa qualidade de vida é indispensável existir uma atenção e cuidado à saúde mental.

Qualidade de vida e meio ambiente

Vimos anteriormente que um dos aspetos da qualidade de vida é o contexto em que a pessoa vive, as oportunidades que este lhe concede e a satisfação do indivíduo com o seu entorno. Por isso, o contexto em que a pessoa se insere é fundamental para a sua qualidade de vida.

Quando falamos em contexto ou meio ambiente referimo-nos a tudo aquilo que nos rodeia. Como tal, este pode interferir positiva ou negativamente na qualidade de vida, mediante a existência ou inexistência das seguintes condições:

  • Bons acessos e oportunidades de deslocação e mobilidade;
  • Acesso a serviços essenciais (saúde, educação, etc);
  • Acesso e oportunidades de lazer, relaxamento e convívio;
  • Baixo nível de poluição e existência de espaços verdes.

É importante no entanto pensar que tudo isto depende também da dimensão subjetiva, ou seja, da satisfação da pessoa com o seu contexto. Podemos pensar por exemplo que viver na aldeia ou no campo é melhor porque existe menos poluição e mais espaços verdes. Por outro lado, podemos pensar que é preferível viver na cidade porque há um maior acesso a serviços essenciais, bem como mais oportunidades, quer de lazer quer de trabalho. O fator decisivo para esta questão será a satisfação da própria pessoa, ou seja, em qual dos contextos é que ela se sente melhor.

Independentemente destes aspetos, se pensarmos em meio ambiente num sentido mais vasto, percebemos que para que a população em geral usufrua de qualidade de vida é necessário preservar e respeitar o planeta e o meio ambiente. É, sobretudo, quando falamos sobre o meio ambiente que vamos tomar consciência de que somos organismos vivos que se encontram em harmonia com a natureza. A nossa qualidade de vida depende do estado em que o meio ambiente se encontra, ou seja, precisamos de ar, água, alimentos, elementos essenciais para a sobrevivência, daí ser fundamental um meio ambiente ecologicamente equilibrado e que garantamos a sua sustentabilidade.

Qualidade de vida e trabalho

O trabalho é uma dimensão que também tem interferência direta na qualidade da nossa vida. Por um lado, a existência de oportunidades de trabalho e o facto de a pessoa poder desempenhar uma atividade são aspetos importantes para uma boa qualidade de vida. Por outro lado, o tipo de trabalho e a forma como o trabalho é desempenhado também pode influenciar a qualidade de vida, negativa ou positivamente. Pensemos por exemplo no stress, e no facto de determinadas profissões ou determinados locais de trabalho serem fonte de níveis elevados de stress. Como vimos anteriormente, o stress tem um impacto negativo quer na saúde quer na qualidade de vida.

Por isso, é fundamental que os ambientes de trabalho sejam saudáveis e ergonómicos e que as organizações e empresas procurem garantir um bom ambiente de trabalho, quer no que diz respeito às relações interpessoais, quer no que diz respeito às condições de trabalho e ao próprio espaço em que este é desempenhado.

Assim, a qualidade de vida no trabalho diz respeito a aspetos diversos tais como: remuneração e retorno financeiro; condições de saúde e segurança no trabalho; oportunidades para a utilização e desenvolvimento das capacidades individuais; oportunidades de crescimento profissional; segurança e estabilidade laboral; integração social no ambiente de trabalho e boas relações interpessoais; influência do trabalho noutras esferas de vida e conciliação trabalho-família; entre outros.

Como melhorar a minha qualidade de vida?

Até agora foi possível percebermos que a qualidade de vida compreende diversas dimensões e que estas se encontram interrelacionadas. Como tal, melhorar a qualidade de vida passa por potenciar, dentro do possível, cada uma dessas dimensões. Devemos observar quais os domínios da nossa vida que se encontram mais deficitários e procurar investir na sua melhoria. Vamos ver algumas estratégias que podem ser fundamentais para o incremento da nossa qualidade de vida:

  • Manter hábitos de vida saudáveis: isto envolve cuidar do corpo, fazer check-ups médicos regulares, manter uma alimentação equilibrada, beber água em abundância, fazer exercício físico, manter um padrão de sono equilibrado, etc;
  • Investir no tempo livre e de lazer: dedicar-se a hobbies e passatempos dos quais gosta, passar tempo de qualidade com as pessoas que lhe são próximas, dedicar tempo diário a si próprio e ao que lhe dá prazer;
  • Investir nas relações pessoais: não descure o tempo com as pessoas de quem gosta e procure cultivar relações significativas e de proximidade. Conviva com os outros, procure atividades de grupo e envolva-se na sua comunidade;
  • Cuidar da saúde mental: é fundamental estar atento às suas próprias emoções e cuidar da saúde mental. Não reprima ou ignore aquilo que sente, procure entrar em contacto com as suas próprias emoções e fale com alguém sobre elas. Se precisar, tire um dia para cuidar de si e da sua saúde mental. Cuide dos seus pensamentos, procure desconstruir os pensamentos negativos e substitui-los por pensamentos mais adaptativos, ria muito e sempre que puder, mas também chore sempre que precisar. Sobretudo, não se esqueça de que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física e, como tal, caso precise deve recorrer a um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra);
  • Rever a sua vida profissional: é importante que faça um trabalho de que gosta e que tem sentido para si. Avalie em que ponto se encontra na sua carreira e procure perceber se de facto é esse o caminho para si. Gosta do seu trabalho ou preferia fazer outra coisa? Gosta do seu trabalho mas há aspetos negativos? Pense de que forma pode melhorar esses aspetos de forma a que se sinta melhor no trabalho. Fale com os seus superiores e procure melhores condições no seu contexto de trabalho;
  • Cuidar do meio ambiente: pode fazer isto de várias formas, em pequenos gestos como a poupança da água, a reciclagem, o uso mais consciente de meios de transporte, evitar os plásticos, etc;
  • Aproveitar as oportunidades que o seu contexto lhe proporciona: procure conhecer melhor o sítio onde vive e conheça as oportunidades existentes. Envolva-se em projetos da sua comunidade, aproveite os espaços verdes, faça caminhadas por sítios novos, conheça os novos restaurantes ou serviços, etc;
  • Contactar com a natureza: o contacto com a natureza é saudável e incrementa a sensação de bem-estar. Por isso, depois de um dia de trabalho, se puder, esqueça a azáfama citadina e vá para um espaço verde, para uma praia ou qualquer outro local em que se sinta em contacto com a natureza;
  • Procurar informação e conhecimento e manter a mente ativa: procure ser uma pessoa informada, mas também com espírito crítico face às informações que lhe chegam. Procure aprender coisas novas e expandir os seus conhecimentos. Invista em atividades que estimulam a sua mente, como quebra-cabeças, enigmas, leitura, documentários, etc;
  • Aprender a controlar o stress: diminua os níveis de stress usando estratégias simples como organizar-se melhor, realizar diariamente exercícios de relaxamento respiratório, focar-se mais no momento presente e praticar mindfulness, dedicar tempo ao seu bem-estar e diminuir as exigências para consigo próprio;
  • Cultivar pensamentos positivos: pensar de forma positiva previne o surgimento de problemas psicológicos mas também físicos. Assim, procure cultivar um padrão de pensamento mais saudável e foque-se nos aspetos positivos. Esta é uma capacidade que requer prática. Um exercício que pode fazer é escrever, todos os dias, 3 coisas pelas coisas se sente grato ou 3 coisas que aconteceram de bom no seu dia. Pode utilizar um caderno e escrever todos os dias antes de dormir, por exemplo. Desta forma irá exercitar o seu cérebro e expandir a capacidade da sua mente de captar e focar-se nos aspetos positivos, ao invés dos negativos;
  • Estabelecer metas e objetivos: pode fazer isto de uma forma mais vasta, isto é, definindo quais são os seus principais objetivos a médio-prazo e elaborar um plano de ação para os concretizar. Também pode fazer isto no seu dia-a-dia, escrevendo todas as noites uma lista com 5 objetivos para realizar no dia seguinte. Estes 5 objetivos podem relacionar-se com as dimensões fundamentais da qualidade de vida, e estarem relacionados com a sua saúde, a relação com os outros, etc. Por exemplo: correr 30 minutos; ligar à pessoa X; marcar um almoço com a pessoa Y; começar o relatório para o trabalho; procurar associações para fazer voluntariado; etc.
  • Abraçar a mudança: só através da mudança podemos transformar e potenciar a nossa qualidade de vida. Isto implica, muitas vezes, eliminar determinados hábitos e adotar hábitos novos. Por isso, não tenha receio da mudança e procure mudar de forma gradual por forma a melhorar a sua vida;
  • Aceitar as condições de vida e fazer o melhor possível com elas: é pouco provável que estejamos 100% satisfeitos com todas as dimensões da nossa vida, e por vezes não podemos mudá-las. Podemos não conseguir ser ricos, ter uma saúde de ferro, viver no nosso local de sonho, etc. Então, é fundamental aceitarmos a nossa vida, encontrar nela um sentido e fazer o melhor possível com as nossas condições atuais, aproveitando e tirando o melhor partido dos aspetos positivos. Tenho um problema de saúde que me impede de viajar? Que sítios ou experiências novas posso procurar ter sem precisar de viajar? Gostava de viver no campo mas não tenho possibilidade? Que espaços verdes ou zonas mais sossegadas e naturais existem na minha cidade?
  • Encontrar um sentido para a vida: para isso, é fundamental que tente sair do modo “piloto automático” e reflita diariamente sobre o que procura e sobre aquilo que o faz feliz. Perceba quais são as coisas que verdadeiramente o preenchem e o fazem sentir bem, assim como quais são as suas capacidades e/ou talentos. Além disso, abandone aquilo que não o acrescenta, o que não o faz feliz e que provavelmente faz apenas por hábito. Tente incorporar o mais possível na sua rotina as suas paixões e as coisas que ama fazer, e aproveite cada momento para tentar viver, o mais possível, no aqui e no agora. Lembre-se também que conhecer o propósito de vida e elaborar um projeto de vida demora tempo, é um processo dinâmico e em constante mudança. As experiências pessoais e profissionais transformam a visão que temos do mundo, mas é importante pararmos para pensar sobre elas e sobre a nossa própria vida, ou seja, investirmos no nosso autoconhecimento.

Diana Pereira

Amante de histórias, gosta de as ouvir e de as contar. Tornou-se Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde, pela Universidade do Porto, mas trouxe sempre consigo a escrita no percurso. Preocupada com histórias com finais menos felizes, tirou pós-graduação em Intervenção em Crise, Emergência e Catástrofe. Tornou-se também Formadora certificada, e trabalha como Psicóloga Clínica, com o objetivo de ajudar a construir histórias felizes, promovendo a saúde mental. Alimenta-se de projetos, objetivos e metas. No fundo, sonhos com um plano.