Feedback: descubra a razão de ser tão importante

O feedback é uma prática constante no dia a dia. Mesmo que não seja algo formal, as pessoas dão opiniões positivas ou negativas a toda a hora durante uma conversa entre amigos ou familiares. O feedback é nada mais nada menos do que uma opinião sobre as ações de outras pessoas.

Falando assim, pode parecer simples e vulgar, mas quando se trata de uma situação profissional, dar um feedback pode tornar-se um pouco mais complexo. Nessas ocasiões, o feedback pode ser dado a um colaborador ou a um grupo, geralmente partindo de quem ocupa uma posição mais alta e exerce a função de gestor ou líder de uma equipa.

No ambiente corporativo, o feedback funciona como uma ferramenta importante para o bom andamento dos negócios e também para o bom relacionamento entre os funcionários, independente da posição ou da função exercida.

Além disso, seja para fazer um elogio ou uma crítica às ações realizadas, é preciso medir as palavras e saber utilizar o tom mais apropriado, já que não se trata simplesmente de uma opinião, mas sim de uma forma de ajudar a melhorar o trabalho, favorecendo o crescimento individual e profissional, e potencializando ainda o andamento das tarefas, o que pode fazer a diferença nas conquistas de resultados.

Neste artigo vamos enumerar algumas situações em que o feedback costuma ser necessário, falar um pouco mais sobre a sua importância, além de partilhar dicas para que isso seja feito de uma forma mais produtiva, tanto para os funcionários como para os seus superiores.

Qual a importância do feedback?

Como já dito, o feedback é essencial para o bom funcionamento de uma empresa e isso não diz respeito apenas ao feedback dos gestores para os funcionários. Trata-se de algo que serve para ambas as partes, sendo que a avaliação do trabalho realizado pode e deve partir dos dois lados.

As pessoas que ocupam posições mais altas também precisam de estar preparadas para receber possíveis críticas ou outras ideias e sugestões vindas dos seus subordinados, já que o objetivo é sempre melhorar o desempenho da empresa, não apenas de um grupo de funcionários.

Se o momento de receber um feedback costuma ser tenso, pelo receio de se ser desvalorizado ou desmoralizado, dar feedback também não é um momento fácil, especialmente quando é preciso apontar o que poderia ter sido feito de outra forma.

Nestes casos, a inteligência emocional é um fator importante, pois permite que ambas as partes não levem a crítica para o lado pessoal e que, por outro lado, vejam no feedback uma oportunidade para aprender e melhorar o desempenho conjunto.

Vale lembrar que o feedback funciona basicamente como um instrumento de comunicação corporativa e deve conter apenas pontos que digam respeito ao ambiente profissional, o que também ajuda a tornar o processo mais tranquilo.

Feedback positivo x feedback negativo

Embora, no geral, o feedback seja associado a uma crítica, ainda que construtiva, este pode também ser uma avaliação positiva, como um elogio ao trabalho desenvolvido, e é importante que a empresa tenha isso em mente. Por outras palavras, se houver intenção de apontar os erros, quando estes existirem, é também necessário apontar os feitos corretos.

Por mais que as pessoas estejam abertas às críticas e saibam que estas fazem parte do trabalho, receber elogios causa um impacto positivo e acaba por ser um fator motivacional extra, permitindo mostrar que o funcionário ou grupo estão no caminho certo.

O feedback positivo pode ser dado quando a equipa consegue alcançar uma meta ou supera os resultados esperados, quando resolve uma situação de forma inovadora, ou pode ser mesmo um simples elogio sincero devido a um trabalho bem realizado. O reconhecimento é fundamental.

Já o feedback negativo deve ser sempre acompanhado de uma sugestão de melhoria, para que se torne uma crítica construtiva e não gere frustrações nos funcionários ou conflitos nas equipas. A ideia é fornecer um feedback negativo com o intuito de corrigir erros e melhorar a produtividade.

O que fazer e o que não fazer?

Possuir sensibilidade na hora de dar um feedback faz toda a diferença. Estas são algumas dicas que se deve adotar: pensar bastante antes de falar, escolher bem as palavras, colocar-se no lugar do outro, saber que objetivo pretende alcançar e quais as mudanças que espera criar ao emitir tal opinião.

Para quem recebe o feedback, é importante saber ouvir e estar aberto a consertar possíveis falhas, pensando não apenas no crescimento da empresa, mas no próprio desenvolvimento profissional e pessoal.

No caso de receber um feedback positivo, é importante também não deixar que o elogio o faça acomodar. Entender que fez algo da forma correta ajuda a guiar os próximos passos e futuras decisões.

Para as empresas, mais do que dar apenas um feedback positivo ou negativo aos funcionários, é necessário oferecer ferramentas práticas para que o trabalho possa ser realizado da forma desejada.

Por exemplo, se as metas não estiverem a ser cumpridas, não basta apenas cobrar, é preciso avaliar se há realmente condições para que estas sejam alcançadas e o que pode ser feito para melhorar. Trata-se de um trabalho conjunto.

Não adianta querer mudanças se não colaborar para que estas aconteçam, assim como não adianta fazer uma reunião mensal para passar feedback, se não se fornecer um acompanhamento diário.

Como dar um feedback?

A “forma correta” de dar feedback a alguém depende muito de quem o dá, bem como da pessoa que o recebe. Uma coisa é uma entidade patronal dar feedback a um funcionário após o período experimental, por exemplo, outra totalmente diferente será o funcionário dar feedback ao empregador.

Da empresa para funcionários

Este é o tipo de feedback mais comum e costuma ser constante na maioria das empresas. O gestor ou responsável por dar feedback aos funcionários deve deixar claro que o intuito não é simplesmente falar do que está errado, mas sim propor soluções.

Pode até começar com alguns elogios, falando do que foi feito bem e corretamente e, na sequência, citar o que precisa de ser melhorado ou realizado de outras formas, além de destacar os objetivos finais.

É importante que o tom seja de igual para igual, e não de um superior para um subordinado. Manter a conversa de uma forma mais igualitária ajuda a conquistar confiança e faz com que o feedback seja recebido sem stress.

Dos funcionários para a empresa

Nem sempre vai haver esta abertura e não é indicado que, por decisão própria, um funcionário resolva dar um feedback à empresa. Mas, caso um superior pergunte ou se houver uma reunião ou outro tipo de oportunidade na qual caiba uma opinião, ela pode ser dada.

No entanto, este feedback deve ser sempre partilhado com muito cuidado para não parecer uma crítica nem soar arrogante. É importante que o funcionário fale e proponha uma nova visão, bem como formas inovadoras de desenvolver o trabalho em questão.

Dos recrutadores para o candidatos

No caso de um candidato que concorre a uma vaga, é importante que a empresa também dê um feedback após a entrevista de emprego, de modo a avisar se o candidato foi, ou não, selecionado.

Como esse feedback não é feito de forma presencial, essa situação costuma ser mais simples, pois basta enviar um email formal com a notícia ao destinatário. Este feedback é importante porque demonstra respeito por parte da empresa.

Dos candidatos para o recrutadores

Quando receber um email a comunicar o processo seletivo, mesmo que receba resposta negativa, recomendamos que responda. Por mais que haja, momentaneamente, alguma mágoa ou nervosismo por não ter conseguido a vaga desejada, fornecer feedback ao recrutador demonstra profissionalismo, e vale lembrar que o seu nome pode ainda ser chamado perante uma nova oportunidade.

Agradeça o feedback, de forma profissional e cordial, e coloque-se à disposição caso outras vagas apareçam.

O mais importante ao dar um feedback, independente da situação ou da posição, é estar aberto e disponível para uma conversa que ajude a alinhar as expectativas. Assim, além dos bons resultados, a empresa conseguirá manter igualmente um ambiente harmonioso e um bom relacionamento entre gestores e funcionários.

A redação do trabalhador.pt