Estrias: tipos, causas, tratamentos e prevenção

Consideradas uma das maiores inimigas das mulheres, as estrias costumam aparecer sem aviso prévio, sendo um motivo de preocupação estética.

Ao contrário do que se pensa, não são apenas as grávidas que sofrem deste problema. Tantos homens, como mulheres podem ser afetados por estas lesões, podendo surgir em qualquer idade. Felizmente, as estrias não causam dor.

Neste artigo abordamos as estrias, procurando dar resposta às perguntas mais frequentes, nomeadamente o que são, que tipos existem, quais as suas causas e quais os tratamentos que podem ajudar a atenuar os seus efeitos.

O que são estrias?

As estrias são lesões lineares que se formam na pele. Estas cicatrizes são pequenas ruturas das fibras de colagénio e formam-se quando há um estiramento (distensão) repentino da pele, ou seja, quando a pele é forçada a esticar-se mais do que o normal. Esta distensão pode ocorrer durante a gravidez ou com a perda ou ganho repentino de peso, bem como a fatores hormonais e genéticos.

As estrias possuem extensões variáveis e são mais comuns nas regiões dos quadris, coxas, costas, nádegas, braços e seios.

Quais os tipos de estrias?

As estrias podem ser agrupadas em três tipos:

  • Estrias vermelhas ou arroxeadas: São lesões mais recentes, onde o tecido ainda não foi totalmente afetado. Possuem esta coloração devido ao sangue que ainda circula no local. São estrias mais fáceis de serem tratadas, dado serem recentes.
  • Estrias brancas, superficiais e estreitas: Com o tempo as estrias vão perdendo a tonalidade até se tornarem brancas. Quando estão nesta fase, não recebem mais irrigação sanguínea. O tratamento para este tipo de estria deverá ser mais intenso.
  • Estrias brancas, profundas e largas: São estrias mais antigas e de difícil tratamento, sendo necessários métodos mais invasivos.

Quais as causas das estrias?

Regra geral, as estrias surgem após uma distensão excessiva da pele ou abruta da pele, desencadeando uma inflamação e o rompimento das fibras elásticas e colagénias do tecido.

Normalmente, estas rupturas na pele aparecem em pessoas que sofrem com o chamado “efeito sanfona”, ou seja, engordam e emagrecem rapidamente, além de outras situações, entre elas:

  • Rápido crescimento durante a puberdade;
  • Uso prolongado de corticoides;
  • Exercício físico em excesso (aumento dos músculos);
  • Obesidade;
  • Anorexia;
  • Gravidez.

Os tratamentos para as estrias funcionam?

Existem inúmeros tratamentos para combater as estrias, no entanto, nem todos são igualmente eficazes. O melhor será consultar o seu médico dermatologista, antes de avançar para qualquer tratamento.

Primeiramente, é importante identificar a cor das estrias para assim determinar qual o tratamento mais adequado, dado que para cada tipo de coloração existe um tratamento específico.

As estrias avermelhadas ainda podem ser tratadas com mais facilidade, devido a presença de vasos sanguíneos no local. As roxas já estão numa fase intermediária, mas ainda podem ser solucionadas. Já as brancas apresentam essa coloração pela falta de irrigação sanguínea, o que indica uma capacidade de regeneração bem menor do que os outros tipos de estrias.

Portanto, para um bom resultado é recomendado que o tratamento seja realizado o quanto antes, preferencialmente assim que surgem as primeiras estrias – fase em que ainda apresentam uma coloração avermelhada ou arroxeada.

Entre os tratamentos mais comuns para estrias, destacamos:

  • Luz pulsada: tratamento que usa uma fonte de energia luminosa não ablativa, não gerando cortes ou lesões. Consiste num feixe de luz policromática que estimula a produção de colagénio e elastina na pele. Como a “agressão” é suave, é indicado para estrias recentes ou avermelhadas, melhorado o aspeto e a coloração.
  • Microagulhamento: tratamento estético onde é possível, através de microperfurações na pele, estimular a formação de novas fibras de colagénio. Poderá melhorar em até 80% a textura da pele. É indicado para o tratamento de estrias avermelhadas e para estrias brancas, porém superficiais e estreitas. Recomenda-se que este procedimento seja realizado apenas por dermatologistas.
  • Subcisão ou cirurgia subcutânea sem incisão: Recomendada também para a remoção de celulite, a subcisão é um procedimento cirúrgico em que são utilizadas agulhas para a deslocação da derme, promovendo o rompimento da fibrose. O movimento das agulhas promove uma nova reorganização do tecido, reduzindo, dessa forma, a largura e profundidade das estrias. Os resultados deste procedimento podem ser percebidos de 30 a 60 dias, período em que se dá a cicatrização. Indicado para estrias brancas, largas e profundas.
  • Radiofrequência: tratamento estético muito utilizado para tratar rugas, flacidez (rosto e corpo) e estrias. É um método não invasivo que eleva a temperatura da pele e do músculo, contraindo o colagénio existente e aumentando a sua produção. O resultado é gradual.
  • Intradermoterapia: Consiste em injetar substâncias diretamente na estria, provocando uma reação no organismo e estimulando a produção de colagénio na pele. É indicado para estrias brancas e mais profundas. 
  • Dermoabrasão: é um processo abrasivo que remove a epiderme e a derme superficial, atuando como um “raspão na estria”. Geralmente, esta técnica é associada à intradermoterapia, sendo indicada para estrias brancas e profundas.
  • Medicamentos de uso tópico: Cremes à base de ácido retinóico, ácido glicólico ou vitamina C melhoram a produção de colagénio na pele, diminuindo o comprimento e a largura das estrias. O tratamento é realizado em casa, com a aplicação local do creme durante o período da noite, antes de dormir.

Como prevenir o aparecimento de estrias?

Apesar das estrias serem um processo natural do corpo e não existir uma causa definida para o seu aparecimento, podem ser adotadas algumas medidas para prevenir ou retardar o seu aparecimento:

  • Evite ganhar ou perder de peso repentinamente, nomeadamente dietas restritivas e controle o seu peso corporal;
  • Utilize dermocosméticos, cremes e óleos hidratantes indicados pelo seu dermatologista. Aplique cremes corporais principalmente, em regiões onde a pele sofre grandes distensões e durante o período de gravidez (barriga e seios, por exemplo);
  • Beba bastante água para deixar a sua pele hidratada e para manter o bom funcionamento do organismo. Lembre-se de ingerir, pelo menos, dois litros de água por dia;
  • Evite alimentos com excesso de sódio. O sódio retém líquido e causa inchaços em algumas partes do corpo;
  • Tenha uma alimentação saudável. Consuma alimentos ricos em vitamina A, C e E.
  • Evite consumir doces e fritos;
  • Pratique exercício físico. O exercício regular irá ajudar a manter a elasticidade da pele, além de prevenir o aparecimento de outros problemas, como a celulite;
  • Consulte um dermatologista para um bom diagnóstico. Este profissional de saúde está qualificado para avaliar o local afetado, o tipo de pele e indicar o tratamento mais adequado.

A redação do trabalhador.pt