Fungos na pele: saiba quais os mais comuns e como os tratar

A comichão é algo normal e acompanha-nos ao longo da vida, surgindo por vários motivos. Todavia, quando acompanhada de vermelhidão, pontos de descamação e dor, por exemplo, é possível que se trate de fungos na pele, algo a que deve dar atenção.

Os fungos na pele, também conhecidos por micoses de pele, são um problema relativamente comum que, na maioria das vezes, pode ser tratado com alguns cuidados diários. Em casos mais graves, poderá ser necessário o acompanhamento por um médico dermatologista.

Mais frequentes durante o verão, período em que o calor e o suor favorecem a sua multiplicação, os fungos na pele podem ser classificados em, pelo menos, sete diferentes tipos.

Quer conhecer mais sobre cada um deles e assim entender a melhor maneira de não sentir – literalmente – na pele os seus efeitos? Então acompanhe os esclarecimentos que preparamos neste artigo. Boa leitura!

Quais os tipos mais comuns de fungos na pele?

Os fungos na pele podem ser classificados em, pelo menos, sete diferentes tipos

1. Micose nas unhas

Os fungos de pele presentes neste tipo de micose deixam as unhas com um aspeto amarelado, deformado e grosso. São mais comuns nas unhas dos pés, dado ser esta a zona do corpo que mais sofre com a falta de ventilação e com o excesso de humidade. Diariamente, usamos calçado fechado, o que dificulta o arejamento da área, propiciando a multiplicação de fungos nos pés.

Como é o tratamento da micose nas unhas?

É possível ter êxito no tratamento dos fungos na pele que afetam as unhas. O mais adequado é procurar a ajuda de um médico dermatologista, que prescreverá os medicamentos ou pomadas mais adequadas para o tratamento do problema.

Uma outra terapia indicada é o uso do laser, capaz de eliminar o fungo através de raios infravermelhos. Todavia, é importante ressaltar que o tratamento pode ser demorado (de 6 a 12 meses), dado que o fungo de pele só é totalmente eliminado quando a unha cresce.

2. Candidíase

Os fungos na pele também se manifestam por meio da candidíase, infeção que acomete principalmente a boca, o esófago e os órgãos genitais (masculinos e femininos). A candidíase vaginal pode estar relacionada com o desequilíbrio da flora da região, bem como com fragilidades no sistema imunitário. Nos homens, os fatores variam desde a má higienização do pénis a problemas crónicos, como é exemplo a diabetes.

A candidíase oral afeta, sobretudo, bebés, aproveitando-se da sua imunidade ainda pouco desenvolvida. Nos adultos, acontece em decorrência da baixa imunidade e também em virtude de doenças como o HIV/SIDA, por exemplo.

Como é o tratamento da candidíase?

A candidíase nos órgãos genitais pode ser combatida com o recurso a pomadas ou comprimidos orais, que devem ser sempre devidamente prescritos por um profissional de saúde. Na candidíase oral, são utilizados antifúngicos na forma de gel, líquido ou elixir oral, conforme prescrição médica.

3. Pitiríase versicolor

Alguns fungos na pele manifestam-se através de manchas na pele, sendo este o caso da pitiríase versicolor, também conhecida como “pano branco” ou “micose de praia”. É provocada pelo fungo Malassezia furfur, capaz de produzir uma substância que bloqueia a produção de melanina na pele, mesmo que a pele esteja exposta ao sol.

Como é o tratamento da pitiríase versicolor?

Fungos na pele como a pitiríase versicolor podem ser eliminados com o uso de remédios, cremes, pomadas, loções ou sprays, a depender do grau de comprometimento da pele. Contudo, estes medicamentos deverão apenas ser indicados pelo seu dermatologista.

4. Pé de atleta

O pé de atleta afeta, nomeadamente, a sola dos pés, bem como a região entre os dedos. Causa dor e um enorme desconforto, mas pode ser facilmente eliminado, desde que se siga à risca as recomendações médicas.

Como é o tratamento do pé de atleta?

Em muitos casos, basta que se faça a aplicação de cremes ou pomadas antifúngicas para que o problema desapareça. Contudo, nos casos mais graves, poderão ser necessários medicamentos sujeitos a prescrição médica.

5. Micose nas virilhas

É mais frequente em obesos, atletas ou pessoas que usam roupas apertadas no dia a dia. Estes são fatores que propiciam um ambiente quente e húmido, favorável ao desenvolvimento desta condição. Desta forma, sugerimos que evite o excesso de peso, bem como roupas que não possibilitem a transpiração adequada do corpo.

Como é o tratamento da micose nas virilhas?

Terapias simples, como o uso de pomadas e cremes antifúngicos, podem resolver fungos na pele como a micose nas virilhas.

6. Tinha do couro cabeludo

Queda de cabelo, psoríase do couro cabeludo, alopécia e dermatite atópica são alguns dos sintomas provocados pela tinha do couro cabeludo, um problema que traz impactos não somente para a saúde física de quem dele padece, mas também para a autoestima. Pode ser causada por diferentes fungos na pele, que provocam incómodo e dor na região capilar.

Como é o tratamento da tinha do couro cabeludo?

Champôs e loções à base de alcatrão ou de ácido salicílico (ou de propionato de clobetasol) podem ser os indicados para o tratamento da tinha do couro cabeludo. A depender da gravidade, o tratamento pode exigir também o uso de antifúngicos – naturalmente mediante prescrição médica.

7. Tinha do corpo / “Impingem”

Os fungos na pele podem afetar qualquer região do corpo, como é o caso da tinha do corpo, também conhecida por “impingem”, que se caracteriza pelo surgimento de erupções cutâneas avermelhadas com uma pele mais clara no meio.

Qual o tratamento para a tinha do corpo?

A tinha do corpo pode ser eliminada através do recurso a cremes e pomadas antifúngicas. Para que o tratamento seja bem sucedido e se elimine estes fungos na pele, deverá procurar orientação médica para que lhe sejam prescritos os tratamentos adequados, regra geral, sob a forma de comprimidos antifúngicos.

Lembre-se: se detetou algum dos sintomas que fomos mencionando ao longo deste artigo, procure orientação médica. Diagnosticar e indicar um tratamento para fungos na pele é algo complexo, para o qual apenas os profissionais de saúde estão qualificados.

A redação do trabalhador.pt